13 de dezembro de 2017

Conheça as três fases para formação de uma boa amizade

A amizade é um processo contínuo e dividido em fases

Reflita sobre as fases da amizade e quais nos ajudarão a compreender melhor esse relacionamento. A amizade é uma construção, por isso, existem três fases para sua formação:

1. Primeira fase: Iniciação;
2. Segunda fase: Manutenção;
3. Em alguns casos, há uma terceira fase: Dissolução.

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Foto Ilustrativa: Paula Dizaró/cancaonova.com

A amizade tem um início que corresponde aos primeiros encontros, os quais são entendidos como um tempo para o conhecimento do outro. Esse período inicial é de suma importância, pois, é aqui que a confiança se inicia e, aos poucos, o envolvimento se torna mais profundo. Muitas pessoas não conseguem se aproximar de uma outra por dificuldades pessoais, como uma introversão excessiva ou mesmo uma baixa autoestima, que o faz acreditar que nenhuma outra pessoa poderia o escolher como amigo.



Esses comportamentos podem dificultar a fase inicial, uma vez que, a pessoa não se aproxima de outra para estabelecer os primeiros laços. Nessa fase, é importante permitir que o outro nos conheça para, então, o relacionamento amadurecer e avançar para a manutenção da amizade, que é a próxima fase.

Cultivar a amizade diariamente

Para manter uma amizade, é preciso cultivá-la, cuidar dela diariamente. Esse período é chamado de manutenção. Nessa fase, é importante disponibilizar o mínimo de tempo para conversas, diálogos, trocas de experiências, partilhas, carinhos, demonstrações de amor, ajuda concreta etc., porque, quem ama oferece tempo. É fundamental empenho contínuo e cuidados que amadureçam o relacionamento. Esse tempo pode ser muito longo, como anos, décadas ou mesmo toda a vida. Os níveis de atenção ou negligência para o relacionamento, são fatores que determinam se a relação se aprofundará ou caminhará em direção à fase de dissolução, ou seja, o fim da amizade.

Existem amizades que duram uma vida inteira, como dissemos anteriormente. Nesses relacionamentos, os amigos são verdadeiros, demonstram afeto e respeito, estão sempre atentos às necessidades do outro e dispostos a ajudá-los, consideram o amigo como alguém importante em sua vida.

Existe ainda a dissolução. Essa fase pode ser o resultado da falta de atenção para com o outro, falta de interesse pela vida do amigo, falta de respeito com as diferenças, quando os amigos traem um acordo de sigilo ou mesmo quando um dos membros morre. No entanto, a morte não tem significado de término da amizade; na maioria dos casos, um amigo normalmente não morre para o outro, pois ele passa a existir vividamente na memória.

A amizade, portanto, é um processo contínuo que depende dos envolvidos para crescer, amadurecer, durar a vida toda ou diminuir até a extinção.

11 de dezembro de 2017

Autoconhecimento é importante?

Muitos acham que se conhecem, mas até que ponto chega esse autoconhecimento?

Vivemos em um mundo, o qual, nos incentiva a sermos independentes de Deus e de todos. Incentiva-nos a uma autorrealização que, para a grande maioria, parece cada vez mais distante, pois se trata de incentivo a uma vida cada vez mais fora de nós mesmos, cada vez mais exteriorizada. O resultado disso é que, as pessoas se preocupam cada vez menos com seu interior e cuidam menos dele, gerando sentimentos de frustração e de vazio. Por causa disso, encontramos um número crescente de pessoas que sentem um grande vazio interior e uma grande insatisfação, não conseguindo sequer, dar nome ao próprio sentimento. O autoconhecimento é necessário.

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Foto ilustrativa: Daniel Mafra / cancaonova.com

A sabedoria clássica considera o pensamento de Sócrates – "Conhece-te a ti mesmo" – como ponto de partida da filosofia humana. No entanto, esse é um caminho muito difícil de ser percorrido para quem não tem um referencial, um modelo de personalidade a ser atingido. Nós cristãos, que temos Jesus Cristo como modelo, precisamos ter a coragem de nos pôr a caminho e de nos conhecer em profundidade. O autoconhecimento é um caminho que nos leva a olhar para dentro de nós mesmos e a reconhecer nossos dons e talentos recebidos de Deus, e também, os nossos limites, fraquezas e os pontos que precisam ser melhorados. "Conhecer-se a si mesmo é uma necessidade e um dever do qual ninguém pode subtrair-se. O homem tem necessidade de saber quem é. Não pode viver se não descobre que sentido tem sua vida. Arrisca-se a ser infeliz se não reconhecer sua dignidade" (Amarás o Senhor teu Deus – Amadeo Cencini – pág. 8 – Edições Paulinas).

Conhecer-se a si mesmo é uma necessidade fundamental, para se ter um conceito correto e real de si próprio, pois, somente quem descobre seu verdadeiro valor consegue uma aceitação serena de si mesmo e de suas limitações, o que lhe proporciona a segurança necessária para viver e realizar mudanças essenciais.

Muitos acham que se conhecem, mas até que ponto chega esse autoconhecimento? Para que você possa averiguar isso, recomendo um teste simples: escreva em uma folha 10 qualidades que você reconhece possuir e 10 pontos fracos que precisam ser melhorados. O que foi mais fácil para você escrever? As qualidades ou os defeitos?

O autoconhecimento nos leva à autoestima e ao amor-próprio, ou seja, a olharmos para nós mesmos reconhecendo-nos como criaturas de Deus, como obras-primas de Deus, sem exaltações nem degradações.


Sem essa visão, o que é gerado é insegurança, perfeccionismo, dificuldade de lidar com os próprios erros e fraquezas e, também, com os dos outros; entre muitas outras consequências. Santo Agostinho afirmava: "Conhecer-me e conhecer-Te", com isso, ele nos ensina que quanto mais nos conhecemos, tanto mais conhecemos Aquele que nos criou e que é a Luz do mundo, de modo que veremos a realidade de forma mais adequada.

Volte à lista que você fez. Nas qualidades descritas, marque as alternativas relacionadas ao fazer, a atitudes externas e observe quantas você colocou de atitudes externas e quantas internas. Assim, você poderá perceber não só o quanto você se conhece, mas também o quanto você está voltado para as coisas exteriores.

A importância do exame de consciência

A Igreja nos dota de uma grande ferramenta de autoconhecimento: o exame de consciência diário. Com ele, é possível avaliarmos bem onde podemos ser atingidos pelo inimigo, os nossos pontos fracos, nossos defeitos, paixões e vícios camuflados. Com isso, podemos voltar confiantes para o Senhor, que nos ama e sempre cuida de nós. Apresentando-nos a Ele como somos, sem medo, sem receios e buscando n'Ele a força diária para vencermos nossas batalhas interiores. São Francisco afirmava: "Eu sou o que sou diante de Deus, e mais nada!". O Senhor nos vê como somos, diante d'Ele não precisamos nos esconder.

Trata-se de uma ferramenta simples, basta dedicarmos poucos e breves minutos do nosso dia ao Senhor, com constância. Dessa forma, vamos, pouco a pouco, conseguindo olhar mais a fundo para o nosso interior e conhecendo não só nossos limites, como nossas riquezas. Precisamos entender que, as nossas limitações não estão no nosso exterior, no que fazemos, mas sim, no nosso interior, naquilo que somos. Somos filhos de Deus, filhos amados de Deus! O nosso principal valor está no ser pessoa.

Precisamos saber quem somos, quais nossos dons e talentos; do mesmo modo, precisamos também saber quais são nossos objetivos no uso dessas capacidades. Pois não é somente aquilo que possuímos que decide o nosso valor como pessoa, mas o que somos no mais profundo de nossa identidade como seres humanos, como cristãos, batizados, justificados, filhos de Deus. Essa estima positiva é um valor que ninguém pode tirar de nós.

9 de dezembro de 2017

As consequências dos 20 anos de alcoolismo em minha vida

"Em vinte anos de alcoolismo, pela primeira vez tive dó de mim", afirma Joziane

Meu primeiro encontro pessoal com Jesus foi como o da samaritana que, tomou a água viva e o Senhor disse a ela: "Quem beber a água que lhe darei, nunca mais terá sede. Pois a água que eu lhe der tornar-se-á nele fonte de água jorrando para a vida eterna" (Jo 4,14). "Uma água profunda é a palavra no coração do homem, um rio que brota, uma fonte de vida" (cf Is 58,11).

Portanto, a água que o Cristo dá, é a Sua Palavra, Seu ensinamento cheio de sabedoria divina (cf. Eclo 15,3; 24,21; Is 55, 1-3). Aquele que guardar essas palavras jamais verá a morte (Jo 8, 51), mas viverá para sempre (a água simboliza o Espírito).

As consequências dos 20 anos de alcoolismo em minha vida -

Foto Ilustrativa: Daniel Mafra/cancaonova.com

Com a intercessão de Nossa Senhora, eu tive meu primeiro encontro com Jesus quando estava sozinha no meu quarto. Eu cheguei da rua, já de madrugada, completamente embriagada. Estava muito mal, sentia calor, frio, diarreia, vômito, muita dor de cabeça e minhas pernas não me obedeciam.

Eu sentia que ali era o fim. Minha história estava terminando ali.

A mudança

Em vinte anos de alcoolismo, pela primeira vez tive dó de mim. Estava terminando uma história, uma vida sem ter começado, eu não tinha mais saída. Consegui sentar na cama e abaixar a cabeça para passar mal. Quando olhei para baixo, vi minhas pernas, não tinha mais carne, era só o osso e a pele; fiquei mais apavorada, ajoelhei, olhei para cima e vi um quadro lindo de Nossa Senhora de Medjugorje (Nossa Senhora Rainha da Paz). Aquele rosto era o mais lindo que eu já tinha visto durante toda a minha vida! Chorando muito pedi: "Eu sei que a Senhora é Mãe, e sei que uma mãe não desampara o filho. Por favor, interceda por mim, eu não aguento mais, é muito sofrimento, não tenho mais forças, não sei quem sou. Não me deixe morrer assim! Será que eu vim ao mundo só para isso? Para nada? Olhando para aquele rosto que cada vez ficava mais lindo, ele foi me tranquilizando, tranquilizando até que adormeci.

Quando acordei, senti que algo estava diferente. Parecia que aquele quarto não era o meu, eu estava coberta, então pensei: "Meu pai veio aqui me cobrir". Ainda estava sonolenta, mas logo me lembrei: "Meu pai já morreu". Senti fome, coisa que há muito tempo não sentia. Fui tomar banho e sentei lá fora para ficar no sol; muito triste por ter visto o quanto eu estava magra e acabada.

Passou um rapaz na rua e, não sei por que, falou para mim: "Hoje é dia da Natividade de Nossa senhora!". Eu senti uma vontade enorme de dar um abraço nela e lhe desejar 'feliz aniversário'.

A presença de Maria

Quando foi à tarde, como sempre, fui ao bar. Ao chegar lá, não quis beber nem fumar. Sem entender nada, parecia que aquilo nunca tivera feito parte da minha vida. Não comentei nada com ninguém, tive medo que achassem que eu estava ficando maluca. Descobri que o Cristo que desperta o discípulo adormecido em cada um, tinha acabado de despertar o meu.

Para chegar onde cheguei, precisei perder tudo primeiro, tudo de mais importante na vida de um ser humano, como a dignidade, o respeito, a moral, e também, o meu pai. Ele foi um homem que sempre me amou, sempre acreditou em mim, sempre achou que, um dia, eu iria parar de beber. Mas, por ironia do destino, eu nunca lhe dei uma oportunidade de me ver sóbria, eu não deixei de beber um só dia por amor a ele.

Eu, como qualquer outro alcoólatra, adquiri uma tristeza muito grande, porque as pessoas acham que bêbado tem problemas de audição (alcoólatra tem problemas no fígado), eles falam tudo que pensam na nossa frente, como se a gente não existisse, sempre nos diminuindo mais ainda. Sempre a mesma pergunta: como pode uma pessoa se destruir desse jeito?


Vítimas do alcoolismo

O que as pessoas não sabem é que ninguém escolhe ser alcoólatra, somos vítimas de uma doença, somos dominados por um copo, e é ele que manda na nossa vida. Somos apenas uns fracassados perante todos, não temos nenhum domínio nem da mente, nem do corpo.

Você se anima e fala: "Não vou mais beber. Amanhã eu vou ficar sem beber". Até chegar o amanhã e alguém lhe oferecer uma dose, seja lá do que for. Então, você, carinhosamente, admite que, além de ser um nada, também não tem palavra.

Depois de certo tempo, comecei a perceber que existia algo muito errado com a bebida. Quando estamos no bar, está tudo bem, todos contam piadas, cantam, dividem o dinheiro (…) é só alegria! Mas, a partir do momento em que pisamos em casa, tudo mudava de figura, tornamo-nos agressivos, prontos para brigar com o primeiro que aparecer, assim, temos desculpas para voltar à rua. Mas, quando eu chegava em casa e encontrava carinho e amor; aquilo me desarmava.

Como vou brigar com alguém que me ama? Olhava para minha mãe e via aqueles olhos, lá no fundo, olhando-me com um terço nas mãos, e me dizendo "eu fiz uma sopa para você".

Por favor, pais, filhos, esposas etc., amem as pessoas que tem um vício, uma doença. Não importa a situação em que eles se encontram, nem o vício que eles têm; lembre-se de que são pessoas, são seres humanos que precisam de carinho e atenção, são filhos de Deus e muito amados por Ele.

Precisamos de intercessores

Basta um "sim" para que, Deus faça nova todas as coisas. Experimente dar um abraço na pessoa que você tem em casa, deixa-a se sentir amada, deixe-a repetir dez vezes a mesma coisa. Essa pessoa está viva, ela está ao seu lado, e ela tem jeito.

Nós, católicos, temos uma "carta na manga", que é a intercessão de Nossa Senhora. Ela nunca vai deixar de interceder por um filho d'Ela que está clamando por misericórdia.

Jesus olha para os corações errados, perdidos e feridos, e ela os julga dignos. "Vinde a mim todos vós que estais cansados e carregados de fardos, e eu vos darei descanso. Tomai sobre vós o meu julgo e sede discípulos meus, porque sou manso e humilde de coração, e encontrarei descanso para vós. Pois o meu julgo é suave e o meu fardo é leve."

Se existe o fundo do poço, este deve ter um ralo, porque eu fui além do fundo. Mas hoje estou aqui para dizer que tudo é possível por meio da oração; e quem tem Maria como Mãe nunca vai estar desamparado.

Jesus, eu confio em Vós!

Joziane Nunes
Arapeí (SP)


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/testemunhos/as-consequencias-dos-20-anos-de-alcoolismo-em-minha-vida/

6 de dezembro de 2017

Cinco passos para incentivar a independência dos filhos

Como estimular a independência dos filhos?

Diante de notícias em jornais e na televisão, sobre adolescentes envolvidos com situações de infrações e aumento de reincidências, de filhos que matam pais ou irmãos, por motivos considerados, por vezes inexplicáveis, uma pergunta se faz necessária: onde isso tudo começa?

Alguns respondem que começa na vulnerabilidade das famílias, outros dizem que começa no modelo de ensino das escolas, ou numa sociedade onde predomina o ter e não o ser. Os estudiosos, com uma visão sistêmica, observam que todas essas causas impactam, pois vivemos um modelo dicotomizado, no qual, muitas vezes, essas instâncias não se falam adequadamente, não somam, mas dividem forças.

Foto ilustrativa: Wesley Almeida / cancaonova.com

Por isso, a cada dia se faz necessário uma reflexão, sobre os limites que são trabalhados pela família e pela escola. Muitas vezes, os pais terceirizam para a escola, uma postura de tornar as crianças independentes, desde o simples ato de tirar a chupeta, as fraldas, até mesmo lidar com sentimentos de decisões diante de situações da vida.

Conheça os cinco passos:

O primeiro passo é ajudar o filho a construir uma autoimagem boa e, acima de tudo, mostrar a ele que adquirir uma estima adequada ajuda no processo de decisões, facilita a independência, ajuda na hora de se posicionar contra coisas erradas oferecidas por outros. O ensino que é oferecido nas escolas complementa o adquirido no lar e, a partir dos relacionamentos entre familiares e colegas, podemos e devemos exercitar o nosso direito de escolhas.

Não existem fórmulas mágicas, mas um mapa que pode ajudar os pais.

O segundo passo é construir valores que forneçam balizamento no momento de decisão, pois a norma nós podemos burlar, mas é difícil lutar contra valores e crenças introjetadas, pois estas falam sempre mais alto que nossas ações e são mais difíceis de serem derrubadas quando confrontadas com as do mundo.


O terceiro passo é a atitude que a família tem com a criança, que deve ser de ensiná-la no lugar de fazer por ela. No entanto, é mais fácil amarrar o tênis do filho do que ensiná-lo a amarrar; porém, ao longo do tempo, isso o ajudará a ter independência física.

O quarto passo é o corte emocional que muitos pais têm com os filhos. Eles não querem que seus filhos cresçam e construam suas vidas, precisam de filhos infantilizados para se sentirem úteis.

O quinto passo é construir a independência emocional. Segundo Cury (2003): "Hoje, bons pais estão produzindo filhos ansiosos, alienados, autoritários, indisciplinados e angustiados". Muitas vezes, a família, que deveria ser um espaço de aprendizado, torna-se um lugar de apelos para o consumo desenfreado, para a violência, para o sexo sem limites que, na óptica do autor, são "estímulos sedutores que se infiltram nas matrizes de sua memória (…). Os pais ensinam os filhos a serem solidários e a consumirem o necessário, mas o sistema ensina o individualismo e a consumir sem necessidade".

Pais participativos na vida do filho

Não basta, então, ser bom pai, é preciso participar da construção emocional dos filhos, elogiar e criticar o comportamento dos pequenos, como fortalecimento da formação deles. Lembrando que as ações dos adultos são as maiores fontes de aprendizado das crianças.

Nessa construção, existem pais autoritários com dificuldade de diálogo e demonstração de afeto. Esses se apegam às regras e não fazem um trabalho de troca de razões para tomar decisões, gerando crianças com alto grau de dependência e acostumadas a imposições paternas. Por outro lado, temos o inverso: pais muito tolerantes, afetivos e chegados ao diálogo, mas com dificuldade de colocar limites, chegando a ser permissivos diante de desejos e das condutas inadequadas dos filhos.


Portanto, se quisermos ter filhos com atitudes independentes, não devemos ser nem autoritários nem permissivos, mas democráticos, ou seja, demonstrar afeto e diálogo, mas com equilíbrio nas suas ações, estimulando a independência e reforçando valores. Pais democráticos fazem com que os filhos cumpram as regras de acordo com a idade de cada criança, mas demonstram flexibilidade quando é preciso voltar atrás.


Ângela Abdo

Ângela Abdo é coordenadora do grupo de mães que oram pelos filhos da Paróquia São Camilo de Léllis (ES) e assessora no Estudo das Diretrizes para a RCC Nacional. Atua como curadora da Fundação Nossa Senhora da Penha e conduz workshops de planejamento estratégico e gestão de pessoas para lideranças pastorais.

Abdo é graduada em Serviço Social pela UFES e pós-graduada em Administração de Recursos Humanos e em Gestão Empresarial. Possui mestrado em Ciências Contábeis pela Fucape. Atua como consultora em pequenas, médias e grandes empresas do setor privado e público como assessora de qualidade e recursos humanos e como assistente social do CST (Centro de Solidariedade ao Trabalhador). É atual presidente da ABRH (Associação Brasileira de Recursos Humanos) do Espírito Santo e diretora, gerente e conselheira do Vitória Apart Hospital.


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/cinco-passos-para-incentivar-a-independencia-dos-filhos/

4 de dezembro de 2017

Vale a pena amar até mesmo quando sofremos por isso?

Entenda por que amar dói

Um dia, alguém me disse que o amor, para ser amor, tinha de doer. Não acreditei muito nisso, mas hoje percebo que é verdade, pois amar é morrer a cada dia para as nossas vontades, é buscar sempre o último lugar, é querer antes a felicidade do outro que a nossa. Tudo isso é muito doloroso, pois dentro de nós, há um desejo de sermos reconhecidos pelo que fazemos, um desejo de sermos retribuídos da mesma forma.

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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

O verdadeiro amor é gratuito, não pede nada em troca, é silencioso, discreto e exigente. Alguns dizem que o amor é um verbo; outros, que é um sentimento; uns, que é uma decisão, mas o que mais me chamou à atenção foi ouvir que ele é um comportamento, pois se alguém me magoa ou me decepciona, vou continuar amando-o, pois o amor dentro de mim é maior que essa frustração. Isso não é ser falso, é ser verdadeiro, pois se fosse um sentimento, na primeira decepção deixaríamos de amar.

Por que o amor dói?

O amor dói, porque exige esse comportamento de sempre esperar, sempre acreditar e descobrir jardins em meio a desertos de tantos corações. Corações feridos por causa de um mundo que prega o amor fútil, de conveniência, de prazer e que vai formando, hoje, pessoas cada vez mais insensíveis, com medo de amar, pois já sofreram muito com esse "tal de amor", vivido de forma incoerente, que escraviza e oprime, ilude e até mata.

Jesus soube viver de forma tão humana quanto divina esse "amor-comportamento", na verdade, foi Ele quem nos deixou o caminho livre para vivê-lo. Ele sim amou verdadeiramente até doer, sofreu, porque nos amou incondicionalmente.


Aliás, o amar e o sofrer andam lado a lado, pois o amor não nos impede de sofrer, assim como o sofrimento também não nos impede de amar. Mesmo que doa, você deve continuar amando. Interessante que o amor "doa", visto que essa palavra tem um duplo sentido: doa de "doer" e de "doar". Faça de sua forma de amar, a alegria para os outros, e você verá que essa dor de amor é algo sublime e simples.

Bom, a decisão é sua para levar essa novidade tão antiga, a esse mundo tão carente do amor verdadeiro. Se até hoje não amamos, talvez seja porque não tenhamos sido amados. Dê o primeiro passo e ame, pois o amor que cura é o amor que damos aos demais. Então, você perceberá que vale a pena amar, mesmo doendo.

Deus abençoe você!


Adriano Gonçalves

Mineiro de Contagem (MG), Adriano Gonçalves dos Santos é membro da Comunidade Canção Nova. Formado em filosofia e Psicologia. Atuou na TV Canção Nova como apresentador do programa Revolução Jesus. Hoje atua no Núcleo de Psicologia que faz parte da Formação Geral da Canção Nova. É autor dos seguintes livros: "Santos de Calça Jeans", "Nasci pra Dar Certo!", "Quero um Amor Maior" e " Agora e Para Sempre: como viver o amor verdadeiro".


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/vale-pena-amar-ate-mesmo-quando-sofremos-por-isso/

1 de dezembro de 2017

A bênção da masculinidade

O homem realiza a sua identidade mais profunda quando vive a bênção da masculinidade

O primeiro capítulo da Bíblia é um belo poema que narra o projeto original de Deus para a criação. Cada estrofe desta canção é intercalada por um refrão, que é repetido de modo insistente: "E Deus viu que tudo era bom".

Dia após dia, o Criador diz palavras de vida que se tornam realidade. A luz, as terras, as águas, florestas, estrelas, pássaros e peixes, animais de todo tipo são criados. Após tudo criar, Deus abençoa a criação dizendo: "Sede fecundos, encham as águas dos mares e que o pássaro prolifere sobre a terra" (Gn 1,22). A primeira bênção da Bíblia é a bênção da fecundidade. Por meio dela, a obra criada continuará seu curso. A força de vida que Deus depositou em sua obra agora tem vida própria. Cada ser vivo é chamado a colaborar com o Criador, continuando a obra da vida. "E Deus viu que tudo era bom".

Foto: monkeybusinessimages by Getty Images

Mas no sexto dia da criação, antes de descansar, Deus criou o ser humano. O versículo 27 [Gênesis] é bastante claro: "Deus criou o ser humano à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou; criou-os macho e fêmea". Esta é a identidade original do ser humano. Ele realiza a sua identidade mais profunda quando vive a bênção da masculinidade e da feminilidade. Deus não criou o ser humano como anjo. Criou seres sexuados. A sexualidade é uma força de vida que torna o ser humano capaz de colaborar com Deus ao continuar a obra da criação. O versículo 28 descreve a primeira bênção que a humanidade teria recebido: "Deus os abençoou e disse: 'Sede fecundos, encham a terra' (…)".

A bênção da fecundidade

Após dar a bênção da masculinidade e da feminilidade, dá a bênção da fecundidade. Deus concede esta graça à criação para que o ser humano a administre com responsabilidade. Fomos nomeados "jardineiros" da criação. E, neste momento, o refrão deste belo poema muda de modo surpreendente. Deus contempla tudo o que criou e vê que não é apenas "bom", mas "Deus viu que era MUITO bom" (Gn 1, 31).

Tudo isso é muito sério, pois hoje vivemos um tempo de "anti-bênção", de "anti-criação". Vivemos no meio de uma geração "mal-criada". Nem vou gastar muito tempo em alertar para os riscos de uma "cultura gay" que já não se contenta em exigir "seus direitos". Essa minoria autoritária não suporta ouvir críticas e cria mil maneiras de firmar-se como padrão de comportamento. A coisa é tão séria que muitos homens precisam simular uma certa homossexualidade  para não parecer fora de moda. Precisamos defender o direito de ser do jeito que Deus nos criou. É preciso exaltar a família, a sexualidade vivida de maneira serena e sadia.


É verdade que, algumas pessoas trazem o espinho da homossexualidade, e sofrem por isso. Precisam da nossa compreensão e da nossa solidariedade. Mas isso não nos faz tímidos em anunciar que o projeto original de Deus inclui a bênção da fecundidade. É preciso louvar o Criador por isso. Peço, neste dia, por tantos casais que têm dificuldades para ter filhos e que suplicam esta bênção. Peço por tantos jovens que ensaiam para serem bons maridos. Quantas mulheres esperam encontrar esta "bênção de homem". Uma delas me disse que isso anda meio difícil! Por que será?

29 de novembro de 2017

Pais e avós: o desafio de educar e dividir as tarefas no cuidado dos filhos

Como fazer para que não haja divergência entre pais e avós na criação dos filhos?

É comum, em nosso tempo, que a tarefa de cuidar dos filhos, durante o trabalho dos pais, seja confiada aos avós por diversos motivos: confiança, logística para levá-los e, especialmente, por partilhar valores similares aos dos pais, dentre tantos outros motivos particulares a cada família.

O apoio dos avós traz não apenas a ajuda nas tarefas diárias, mas também na transmissão da história da família, dos hábitos, costumes e regras. A partir daí, estamos diante de um grande desafio: alinhar a comunicação entre pais e avós, para que a comunicação com os filhos seja única. Ou seja, como os avós podem transmitir aos netos as mesmas regras que sua família de origem tem? Como não sentir que existe um desalinhamento entre o que pais e avós dizem aos pequenos?

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Foto Ilustrativa: AleksandarNakic by Getty Images

Qual é a melhor maneira de ajustar tais atitudes?

É comum o relato de mães dizerem que os avós "mimam" os filhos, liberam doces e guloseimas a todo custo e, muitas vezes, elas (as mães) têm dificuldade para alinhar essas regras. Crianças são espertas, e logo percebem se há divergência nessa comunicação e nas regras de pais e avós. Portanto, o primeiro passo importante é manter, dentro do mais próximo possível, as regras que a criança têm em sua casa, quando ficam na casa dos avós, evitando "mandos e desmandos" e uma interferência e quebra de autoridade de cada um deles. As falhas no comportamento precisam ser comunicadas aos pais, bem como qualquer situação que seja relevante.

Uma comunicação clara e aberta entre pais e avós é extremamente importante e reduz consideravelmente qualquer problema. Aliás, é na correria cotidiana que uma boa conversa vai se perdendo em vários ambientes de nossa vida: trabalho, família, amigos e igreja.

Nesse processo de cuidado, é importante e sadio que a criança saiba das figuras de autoridade que os pais e avós assumem. Regras são regras e devem valer em qualquer ambiente, para que essa criança em formação também seja formada nessa convivência. Caso contrário, saberá que, facilmente, poderá dobrar os avós neste cuidado.


Conversar previamente para evitar problemas

É importante também que o diálogo entre os pais e avós se faça presente, pois, quando isso não acontece, as próprias condições desse cuidado ficam desproporcionais. Por exemplo: os pais ajudarão os avós financeiramente, para que essa criança fique lá? Ou ajudará com os lanches, alimento, despesas etc?

Muitas vezes, os avós assumem não apenas a criança, mas as despesas advindas desse cuidado; e quando não existe essa possibilidade, começam aí os primeiros desentendimentos ou a sensação de abuso por parte dos avós. Tudo o que é acordado previamente evita problemas futuros.

A segurança e o apoio emocional de crianças que são cuidadas pelos avós é uma experiência ímpar, que tende a ser muito positiva. Cabe também aos pais avaliar a real possibilidade física e emocional desses avós ao assumirem essa responsabilidade. Não existe uma regra ideal nem uma forma única e específica para essa organização familiar, apenas cabe organizá-la de forma que todos os envolvidos se sintam bem nessa situação.

O desejo com essa reflexão não é impor o que é certo ou errado, pois as famílias encontram formas de estabelecer o cuidado com seus filhos, e isso é essencial. Cada família, em seu formato, compreenderá o que será estabelecido entre as partes, como seus filhos serão cuidados. Esse entendimento, no entanto, é essencial, pois estamos lidando com pessoas em formação, e que, como destacamos, ficam atentas a tudo e a todos. Quanto mais alinhados estivermos, melhor será o resultado das experiências entre pais, avós e filhos.

27 de novembro de 2017

O pecado tibieza enfraquece o relacionamento com Deus

A tibieza é um fermento do diabo, que quer arrastar todos para o inferno, a começar por aqueles que estão na vida com Deus

Hoje, há um grande esvaziamento espiritual no mundo inteiro. O povo está caindo na indiferença religiosa. A tibieza vai enfraquecendo o relacionamento com Deus, principalmente daqueles que já O conhecem ou tiveram uma profunda experiência com Ele.

O mal de tudo isso é a chamada tibieza que, em primeiro lugar, é a hesitação em responder ao amor de Deus e, se diz ser também: frouxidão, fraqueza, indolência, falta de ardor, ser morno.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Prostração espiritual

A tibieza é o hábito não combatido do pecado venial. Ela tem levado muitos à prostração espiritual, ao desânimo para com as coisas de Deus.

Muitos têm caído no sedentarismo espiritual e se acostumado com a presença e ação de Deus na sua vida e no mundo. Nada para a pessoa tíbia é interessante ou novo, tudo vira rotina para ela. Nesses casos, há um profundo rompimento com a intimidade relacionada a Deus. Deus se torna tão banal para o tíbio que, muitas vezes, nem mesmo existe mais um relacionamento com Ele. E, além disso, torna-se uma pessoa morna em tudo.

Mas o Senhor adverte aos que são mornos: "Conheço a tua conduta. Não é frio, nem quente. Oxalá fosses frio ou quente! Mas, porque és morno, nem frio ou quente, estou para vomitar-te de minha boca" (Ap 3,15-16).

Hoje, cresce entre os católicos a falta de ardor, até mesmo entre os consagrados, padres e religiosos. O ardor, o fervor em ser de Deus foi se perdendo de maneira assustadora. E a vida com Deus, para muitos, torna-se um peso ou apenas um trabalho, de uma tal maneira, que se perde o verdadeiro sentido missionário e o amor por ser do Senhor.

Grupos de oração na tibieza

Outras coisas que caíram na tibieza, foram alguns grupos de oração, nos quais não há mais o fervor dos inícios, onde o Senhor podia agir de maneira esplêndida com a abertura das pessoas, tanto dos que estavam à frente, como daqueles que os frequentavam. Por isso, muitos têm deixado a Igreja, por falta de fervor e ardor na vida espiritual.

Inclusive muitos padres deixam o ministério, porque perderam o sentido da sua vocação, deixando-se ser levados pela tibieza, esfriando na vida de oração, na intimidade com Deus e, assim, acabam por despencar no sedentarismo e ativismo.

A vida vira rotina quando não se faz mais as coisas com fervor, então, perdem a empolgação missionária e o gosto de serem consagrados ao Senhor.

Desse modo, muitos grupos de oração perderam o essencial, que é a intimidade com Deus, a vida no Espírito e o ardor na oração. Deixando apenas, serem conduzidos pela razão humana a fim de entender as coisas do Espírito.

A tibieza entrou na vida de muitos grupos, por causa da disputa por cargos, onde um quer ser melhor do que o outro, e a inveja também foi entrando nos grupos.


Fervor no Espírito Santo

Precisamos voltar ao primeiro amor, ao fervor no Espírito Santo, no qual é sanada toda a raiz de tibieza, que foi tomando conta da nossa vida espiritual.

A tibieza nos amarra aos pecados, principalmente, aos vícios e aos pecados veniais. Ela retira nossa força de lutar, para sermos mais de Deus e superarmos os nossos pecados e falhas. Sendo assim, nos acostumando com o "feijão e arroz de todos os dias"  – da "vidinha" de oração que temos. Nos contentamos com o pouco, sabendo que Deus tem muito mais para nos ofertar.

Acabamos cometendo pecados de olhos abertos, com plena consciência, aceitando-os "numa boa", sem que ao menos, façamos algum esforço para evitá-los. A tibieza impede a nossa santificação.

São Gregório escreve: "A tibieza, que deixou o fervor, cai no desespero".

A tibieza é o fermento do diabo, que quer arrastar todos para o inferno, a começar por aqueles que estão na vida com Deus. O tíbio, mesmo diante da Eucaristia, torna-se insensível. O seu coração se fecha à ação do Espírito e ao novo que Deus tem para a vida dele.

De modo que, acaba por se tornar uma pessoa carrancuda, mal-humorada, triste, insatisfeita, rancorosa, entristecendo-se com o progresso espiritual do outro. Perde, de fato, o sentido da vida, e por fim, tende a abandonar tudo, todo progresso espiritual com Deus.

Mas, se o tíbio não abandonar tudo, vai fazendo com que os outros, que estão na caminhada ou na comunidade com ele, vão, também, esfriando na fé, tornando-se tíbios como ele.

Por isso, precisamos urgentemente, combater a tibieza de nossa vida e da nossa comunidade.

24 de novembro de 2017

Será que o tempo cura?

O tempo pode, até mesmo, anestesiar um pouco a dor. Mas, os dias passam e a agonia continua

Todos conhecemos as frases: "Com o tempo passa" e "Depois de casado sara". Até parece mesmo que esses chavões são consolos para quem está sofrendo. No entanto, o tempo não cura absolutamente nada. O tempo pode, até mesmo, anestesiar um pouco a dor. Mas, os dias passam e a agonia continua. O tempo pode jogar o sofrimento para seu subconsciente ou inconsciente, fazendo-o crer que o problema foi superado.

Na realidade, o tempo não cura. Basta um acontecimento qualquer para, de repente, fazer a dor antiga voltar à superfície. Ainda que o tempo nada possa curar, Deus pode curar com o tempo. No poder do Espírito Santo, Deus pode curar o coração ferido, pode dar vida novamente a um casamento, pode livrar o sofredor de suas penas.

Foto ilustrativa: Wesley Almeida / cancaonova.com

É claro que, no pior momento da dor, é importante partilhá-lo com alguém de confiança. É importante também aceitar a ajuda oferecida por amigos, profissionais da saúde psíquica, moral e espiritual. Compreensão, consolo e apoio podem trazer alívio em momentos difíceis. Mas o mais importante é curar as raízes e as causas do sofrimento. E isso é possível pela cura interior, que acontece quando deixamos Deus agir em nós. Portanto, precisamos descobrir e tomar posse do infinito amor que Deus derramou e continua derramando sobre a humanidade.

Do coração de Jesus nasce o homem de coração novo, nasce a possibilidade de cura interior, porque Jesus nos leva a crer e a experienciar que o amor d'Ele é infinitamente maior que nossas misérias e pecados. Muitas vezes, as pessoas ficam protelando sua felicidade, afirmando: "Só vou ser feliz quando resolver este meu problema." Um problema interior, não pode ser um obstáculo para vivermos bem e procurarmos com nossas limitações, servir àqueles que, de nós, necessitam.

Feridas da vida

As feridas da vida, que alteram nossa afetividade, não são os pecados, as culpas, nem as maldades espirituais. Não são coisas que dependam muito de nossa vontade. A demasiada preocupação em sanar essas feridas pode consumir, "em nosso próprio eu", todas aquelas energias que poderíamos empregar na ajuda aos outros, em trabalhar bem, dentre outros.


A oração de cura interior tem por objetivo curar-nos e libertar-nos, para podermos amar melhor o próximo. A cura interior nos permite expressar melhor o amor. Faz com que nossas atitudes não prejudiquem os outros, faz com que nos sintamos melhor, e assim, apoiemos outras pessoas com o amor sadio, alegre e comunicativo.

(Artigo extraído do livro – Seja feliz todos os dias – de Pe. Léo, scj)


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/cura-interior/sera-que-o-tempo-cura/

23 de novembro de 2017

Como ser elegante sem ser vulgar

Temos a capacidade de escolhermos roupas que nos deixarão lindas, apresentáveis e elegantes em vez de sensuais e vulgares

Toda mulher gosta de receber elogios. É a força da palavra de afirmação que a motiva a ser uma pessoa melhor. Existem os elogios esperados, como aqueles após se arrumar para uma festa, depois de uma ida ao salão para um novo corte de cabelo, ao arrumar-se para um passeio ao shopping ou um encontro à noite ao cinema. O fato de arrumar-se para sair com os amigos, já ativa o desejo de ouvir: "Nossa, como você está linda!"; "Amei o seu look!"; "Wow, você arrasou nesse novo corte de cabelo!"; "Adorei as luzes que você fez!"; "Que cor de esmalte linda nas suas unhas!"; "Você é linda, mas hoje está ainda mais!"; e por aí vai. O mais frustrante, nesses momentos, é não escutar elogio nenhum; então, a sensação de que não está linda toma conta da sua imaginação. Algumas mulheres, no entanto, para chamar à atenção, tendem a escolher um estilo vulgar em vez de uma maneira modesta de se vestir.

Foto: Todor Tsvetkov by Getty Images

Mulheres, para atraírem a atenção das pessoas, não é preciso se descaracterizarem da sua identidade de filhas de Deus. Vocês podem ser atraentes, belas, puras e elegantes. Elegância, segundo o dicionário online de português, significa "graça, distinção nas formas, nas maneiras e nos trajes. Arte de escolher vestes e apresentar-se com elegância". Ou seja, nós temos a capacidade de escolher roupas que nos deixarão lindas, apresentáveis e elegantes em vez de sensuais e vulgares.


A palavra "vulgar", segundo o dicionário online de português, "é uma pessoa que se porta 'inadequadamente' em meio à sociedade, que não sabe se vestir, usa roupas curtas, mas não têm postura para usá-la." Ou seja, a vulgaridade é uma consequência da personalidade da pessoa, da sua maneira de se comportar na sociedade e assim se vestir.


A máxima – "o agir segue o ser" – de Aristóteles, ensina que a personalidade da pessoa é compreendida, também, na maneira dela se comportar. A vulgaridade não é somente uma questão de roupas ou acessórios, mas do jeito de ser, falar, andar, comer, gesticular etc. A elegância na mulher se faz presente no seu jeito de olhar, falar, comunicar-se, andar, vestir-se e tudo que diz dela.

Como você tem se comportado? As suas vestimentas dizem da sua personalidade?

A roupa diz muito de quem somos. Portanto, se você quer ser vista como uma filha amada por Deus, que tem o seu valor, é preciso escolher vestir essa verdade. Peça ao Espírito Santo que a ajude a ser uma mulher modesta.

Deus abençoe a sua escolha.


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/afetividade-feminina/como-ser-elegante-sem-ser-vulgar/

20 de novembro de 2017

Por que é preciso dedicar um dia à consciência negra?

Dia da Consciência Negra

Vós sois um em Cristo Jesus. Essa frase faz referência a um texto da carta de São Paulo aos Gálatas, dizia ele: "todos vós sois um só, em Cristo Jesus" (Gl 3,28). É nesta perspectiva, não contrário ao contexto, que faremos uma breve reflexão sobre o dia da consciência negra. O ponto de partida é, o fato de que, em Cristo nós somos um e n'Ele não há acepção de pessoas. Embebidos desse pensamento bíblico vamos ao nosso tema.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Consciência negra

Desde criança, aprendemos que nós humanos somos da espécie Homo sapiens. Somos todos humanos, todos da mesma espécie, alguns com cores e traços diferentes, porém todos humanos. Se fôssemos falar de raça, poderíamos dizer: o que existe é a "raça" humana, e não a "raça negra, branca ou amarela". Somos todos da "raça" humana, mas cada um com suas características próprias.

Aqui no Brasil, o dia da consciência negra é simbólico e expressa que não se pode discriminar pessoas por conta da cor da pele ou por terem ascendência africana. Sabemos que no Brasil tal ato "constitui crime inafiançável e imprescritível, sujeito à pena de reclusão, nos termos da lei", é o que afirma o art. 5, inc. XLII da Constituição Federal de 88.

Por que um dia da consciência negra no Brasil?

O dia da consciência negra existe, porque os vestígios do período da escravidão permanecem ainda hoje. Se olharmos as pesquisas e dados do IBGE, veremos que há uma grande diferença e desvantagem, entre as pessoas que se declaram de "cor preta" em relação àquelas se declaram de "cor branca", principalmente no mercado de trabalho. Por que isso acontece?

Porque encerrou-se o regime escravagista, mas não as consequências do mesmo. Esse dia é uma chamada de atenção para que todos nós entendamos que somos diferentes, contudo, membros da mesma família humana. Cabe recordar que o dia 20 de novembro, foi escolhido como o dia da consciência negra, em homenagem a um líder negro chamado Zumbi. Data essa em que ele foi morto.


Superar os estereótipos

Somos diferentes, entretanto, todos irmãos e merecedores das mesmas oportunidades. Os estereótipos de superioridade e inferioridade precisam ser superados. A ideia de que a cor define o caráter da pessoa é idiotice, coisas do tipo: "todo preto é bandido" ou "todo branco tem boa vida" são estereótipos. Sabemos que não é assim, contudo, esses estereótipos são mais prejudiciais quando pensamos no primeiro exemplo.

É evidente que, estamos longe de vermos as pessoas tendo as mesmas oportunidades. Existem questões históricas que atingem os mencionados, com uma discrepância socioeconômica muito grande, e isso dificulta ainda mais. Tão pouco, se precisaria de políticas de cotas, se não existissem essas diferenças. Mas, infelizmente elas existem.

O objetivo do dia da consciência negra, não é o de reduzir toda a reflexão a um dia determinado. Esse dia tem o intuito de mostrar que: todos devem ser tratados sempre com a mesma dignidade. Seja no dia da consciência negra ou não. Que ninguém seja impedido de se destacar, em determinadas atividades por causa da cor da pele, ou fiquem restritos a apenas algumas e, sempre as mesmas atividades, por conta disso. A cor da pele não pode definir papéis. Isso cabe a competência e o esforço de cada pessoa.

Cada um será capaz de ser o que realmente é, sem se reduzir ao que os outros desejam impor ou pensam, somente se superar os estereótipos e os preconceitos.

Deus abençoe!

16 de novembro de 2017

Nossa Senhora nos ensina como restaurar uma alma despedaçada

Nossa Senhora da Conceição Aparecida nos ensina que, mesmo diante das tribulações, precisamos rezar

No dia 16 de maio de 1978, a imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida sofreu um atentado. Após uma queda de energia elétrica, aproveitando-se da situação, um jovem perturbado mentalmente quebrou o vidro do nicho onde ela se encontrava, na Basílica Velha de Aparecida. Assustado ao ser abordado pelos seguranças, deixou a imagem cair no chão, a qual fica reduzida em mais de duzentos pedaços.

Dentre os pedaços da imagem que restaram, as mãos postas em oração permaneceram intactas. A imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida traz a todos um convite à vida de oração. Muitos encontram-se emocional, espiritual e psicologicamente despedaçados. Foram atingidos pelas trevas do medo, da enfermidade, do luto, da tristeza, da depressão, traição, desconfiança, raiva e violência, do abandono, da falta de , do desemprego e da falta de sentido na vida. Em meio a todas essas situações, a alma se encontra despedaçada, em migalhas; e, à primeira vista, parece que nunca mais poderá ser reconstruída.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Processo de restauração da alma

O processo de restauro da imagem de Nossa Senhora da Conceição Aparecida foi delicado e exigiu um minucioso trabalho, assim nos relata Maria Helena Chartuni em seu livro 'A história de dois restauros', publicado pela Editora Santuário. Quando nossa alma se encontra em milhões de pedaços, é necessário passar por um delicado processo de restauração espiritual e humana. E Nossa Senhora Aparecida nos ensina que o processo para restaurar a alma despedaçada passa pela vida de oração.

Suas mãos postas, em sentido orante em meio aos mais de duzentos pedaços, no dia do atentado, indica-nos que a oração pode restaurar um coração despedaçado pelas tempestades da vida. Quando o Arcanjo Gabriel anuncia a Maria que Izabel estava no sexto mês de gravidez, ele diz: "…pois nada é impossível para Deus!". A confiança em Deus é essencial para que Ele restaure, com perfeição, a história de uma vida despedaçada. A oração nos une Àquele que tem o poder de transformar um coração fragmentado em uma obra de amor.

Todo processo de restauração deixa marcas que não são apagadas com o tempo. Contudo, essas marcas são sinais de que Deus trabalhou na alma com uma ternura misericordiosa, ajuntando os pedaços que impediam a alma de ser plenamente feliz. Cicatrizes da alma são sinais de feridas curadas com o bálsamo da misericórdia divina.


Confiança em Jesus Cristo

As mãos preservadas de Nossa Senhora da Conceição Aparecida, no dia em que a imagem sofreu o atentado, são um convite permanente a confiarmos em Jesus Cristo nosso Salvador e colocarmos nossa vida nas mãos de Seu Divino Filho. Jesus conhece o coração de cada pessoa e sabe das dores que despedaçam a alma humana. Por meio da oração, adentramos no Santuário de Sua infinita misericórdia e somos levados aos Seus cuidados pelas mãos maternais da Virgem Maria, para que Seu Filho cuide de nossa alma e restaure em vida nova o que as trevas outrora despedaçaram.

Não tenhamos medo de nos deixar restaurar por Jesus. Ele é o único que pode devolver ao nosso coração a paz interior que, por vezes, sofre inúmeros atentados diários, roubando-nos o direito de sermos plenamente felizes.

Que Maria, a Senhora de Aparecida, que confiou plenamente em Deus,  ensine-nos a buscar, na oração, o caminho da restauração misericordiosa, permanente e diária de nossa alma em Cristo.

14 de novembro de 2017

Como lidar com a saudade dos filhos que estão longe

Aprenda a lidar com a saudade que você traz dos filhos

Saudade, sentimento tão falado e cantado em prosa e verso, que vai nascendo devagarinho no coração daqueles que amam.

Sinto saudade de muitas coisas, situações e pessoas. Hoje, no entanto, vou contar-lhes a minha vivência em relação à saudade de uma filha que saiu de casa para estudar.

Nesse momento, passam-se flashs de situações que vivemos juntas: a gravidez tranquila, o nascimento, dor que explode em alegria , a ansiedade da mãe desajeitada dos primeiros meses, os primeiros passos, as crises de bronquite, o primeiro dia no maternal, o nascimento da irmã, as mudanças de casa e de cidade, as brigas com a irmã, seu carinho com os pais e avós, a primeira menstruação, as festas com os amigos, o primeiro namorado, a orientação vocacional, os vestibulares, a espera do resultado, o "enfim passei", a arrumação das coisas, o dia da partida.

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Foto Ilustrativa: Wesley Almeida/cancaonova.com

Deixar ir faz parte da vida

Como bons pais, fomos levá-la e deixamos milhares de recomendações. Já ao entrar no carro, para voltar para casa, olhei para trás e… cadê ela? Pensei: tudo bem, é só por um tempo. A viagem foi calada. Creio que o pai, assim como eu, veio rezando para Deus não nos desamparar neste momento, para protegê-la, e todas aquelas orações que pais que amam sabem fazer.

Cheguei em casa e o mesmo ritmo de vida continuou, isto é, uma correria. Mas, em alguns momentos, passando por seu quarto, vendo uma peça de roupa sua, a falta na mesa para o almoço, encontrando com suas colegas, a lembrança vinha tão forte, que parecia como um soco no estômago. Eu pensava: "Como ela está? Será que comeu? Está dormindo bem? Não ficou doente? E a rinite alérgica? Está gostando do curso, da casa, das colegas?".

Preocupação é diferente de saudade

Nas conversas pelo telefone, tudo era respondido, mas, dentro de mim, ficava uma tristeza tão grande depois que desligava o telefone; então, compreendi que era saudade, e que precisava diferenciá-la das preocupações. A preocupação sempre existiu e sempre vai existir, e só é aliviada quando se tem confiança em Deus. A saudade, no entanto, deixa um buraco no coração; é como se algo faltasse e nada nem ninguém diferente dessa pessoa pudesse preencher. O lugar dela está ali e é só ela quem cabe naquele espaço.

Compreender isso me ajudou a lidar com a saudade, pois entendi que quem ama sofre muito mais de saudade, mas o amor que sente é maior que tudo, maior que a dor da separação a até maior que a morte. Então, se sofro por amor, este próprio amor preenche o espaço deixado pela falta.

Muitas vezes, eu me questiono: "Porque deixei que ela fosse?"; então, penso que essa era a decisão certa, pois eu não poderia prender aquela que criei para ser livre, para realizar a missão a ela destinada, para ser aquilo que deve ser.

Os anos se passaram, e hoje faço um balanço: sou mais mãe, ela é mais filha, estamos mais maduras, aprendemos uma com a outra e Deus está realizando uma oração que faço todos os dias para minhas filhas: que elas sejam felizes!


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/familia/pais-e-filhos/como-lidar-com-a-saudade-dos-filhos-que-estao-longe/

10 de novembro de 2017

Vamos falar sobre o transtorno da esquizofrenia na infância?

O que é a esquizofrenia?

A esquizofrenia é um transtorno psicótico crônico, que inclui delírios, alucinações, pensamento (discurso) desorganizado, comportamento motor grosseiramente desorganizado ou anormal e também sintomas negativos (expressão emocional diminuída, falta de vontade entre outros). Os delírios são caracterizados por crenças fixas e seu conteúdo pode incluir uma variedade de temas. As alucinações são experiências semelhantes à percepção, mas ocorrem sem estímulo externo, por exemplo, "ver" ou "ouvir" coisas.

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Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

A prevalência da esquizofrenia é de 0,3% a 0,7% da população, ou seja, não chega a 1% e costumam surgir entre o fim da adolescência e meados dos 30 anos de idade. O início, antes da adolescência, é considerado raro. A idade de pico do início do primeiro episódio psicótico é entre o início e a metade da faixa dos 20 anos para o sexo masculino e fim dos 20 anos para o feminino.

Apesar de raro na infância, crianças não estão livre de apresentar o transtorno. O diagnóstico da esquizofrenia infantil ou esquizofrenia precoce é bastante complicado, e os sintomas são parecidos com os dos adultos. Nas crianças, delírios e alucinações podem ser menos elaborados que nos adultos, e as alucinações visuais são mais comuns, devendo ser diferenciadas dos jogos de fantasias normais. Há que se ressaltar que o início da esquizofrenia na infância tem um prognóstico ruim, ou seja, o adulto que teve o episódio na infância terá mais dificuldade em relação ao transtorno.

Quais são os fatores biológicos?

Na esquizofrenia, os fatores biológicos são primários, e os fatores psicossociais têm influência muito importante. O componente genético é comprovado por estudos de família, adoção e gêmeos.

Normalmente, as crianças com esquizofrenia passam a se desinteressar pelas atividades que gostavam de realizar e começam a se isolar. No início, esse quadro pode ser facilmente confundido com a depressão infantil, pois a criança pode se mostrar retraída, perder o interesse pelas atividades habituais e apresentar distorções do pensamento e da percepção. As alucinações e delírios também ocorrem, sendo que é comum a criança apresentar medo de que as outras pessoas estejam controlando seus pensamentos e podem lhes causar algum mal. Diante desse quadro, a criança também pode apresentar diminuição das emoções, por exemplo, acontecimentos que, normalmente, provocariam o riso ou o choro, não produzir qualquer resposta. Pode ocorrer risos ou choros inadequados e sem motivo aparente.

O início do quadro da esquizofrenia infantil ou precoce geralmente é lento, e o diagnóstico é difícil, haja vista a interpretação da alteração do comportamento como período de transição entre as fases normais do desenvolvimento ou como consequência de algum acontecimento marcante. Quando os sinais e sintomas estão presentes, como os delírios e as alucinações, com queda no rendimento escolar, insônia, agitação e agressividade, o diagnóstico torna-se mais evidente.


Diante disso, o que os pais ou responsáveis devem fazer?

Em primeiro lugar, os pais devem estar atentos a quaisquer mudanças no comportamento dos seus filhos. Os pais devem observar se as mudanças são emocionais, comportamentais ou das relações das crianças. Caso desconfiem de alterações no desenvolvimento, devem procurar sim ajuda profissional. O psiquiatra infantil é o médico mais indicado para buscar ou descartar o diagnóstico de esquizofrenia. E quanto mais cedo identificadas possíveis distorções no desenvolvimento, maiores as chances de um diagnóstico preciso. A esquizofrenia não tem cura, mas tem tratamento e garante uma qualidade de vida na idade adulta, se as orientações medicamentosas e terapêuticas forem seguidas.

Também é de grande importância ouvir seu filho ou filha sem fazer julgamento ou crítica, mostrando que está atento às suas dificuldades. As alucinações ou delírios, por mais que sejam sintomas, para os esquizofrênicos são coisas reais e não devem ser desacreditadas. Diante de sintomas mais complexos, como insônia, fala desorganizada, isolamento e comportamento bizarro, os pais não devem forçar a criança a nenhum comportamento e também não devem forçá-la a enxergar a realidade. A ajuda profissional para a criança e para a família devem ser prioridade, pois todos devem aprender a conviver com o transtorno.

Referências:

Adock, B. J., & Sadock, V. A. (2007). Compêndio de Psiquiatria: ciência do comportamento e psiquiatria clínica. Porto Alegre: Artmed

American Psychiatric Association [APA] (2014). Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª Edição. Washington, DC: American Psychiatric Association,

Szatmari, P. (1999). Esquizofrenia com início na infância. In Kaplan, H. I. & Sadock, B. J. Tratado de Psiquiatria. 6ª ed. Porto Alegre: Editora Artes Médicas Sul.

 

Lisandra Borges
Psicóloga infantil, psicopedagoga, mestra e doutora em Psicologia. Coordenadora terapêutica na clínica Fenix, centro de referência no tratamento de autistas severos. Professora do curso de graduação em Psicologia na Universidade São Francisco e da pós-graduação no IPOG.


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/atualidade/saude-atualidade/vamos-falar-sobre-o-transtorno-da-esquizofrenia-na-infancia/

8 de novembro de 2017

O pecado é o motivo de nossa tristeza

Tenha certeza: o pecado é o motivo de sua tristeza, e só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira

Em algumas situações específicas, em que duas pessoas eram condenadas à morte, os romanos costumavam aplicar uma pena extremamente cruel. Amarravam as duas pessoas uma à outra, rosto com rosto, braço com braço, mão com mão, perna com perna e assim por diante. Depois, matavam apenas um deles e colocavam ambas no sepulcro, amarradas. À medida que o cadáver ia se decompondo, liberava substâncias que consumiam em vida o corpo daquele que com ele estava amarrado.

Dessa maneira, podemos entender melhor a que São Paulo aludia ao dizer: "Homem infeliz que sou! Quem me livrará deste corpo que me acarreta a morte?" (Rm 7,24). Ele não falava de seu corpo físico, mas do corpo do pecado ao qual estava amarrado.

Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com

Qual aquele condenado, não temos forças para nos livrar deste corpo de pecado que nos consome. Estamos de tal maneira amarrados a ele, que parecemos formar um só corpo, e não estamos amarrados por fora, mas por dentro, em nosso coração.

Precisamos de alguém que nos desamarre e nos livre desse corpo que nos mata e faz apodrecer em vida.

Os cristãos são o suave odor de Cristo, mas, quando se tem um corpo de pecado trancado no coração, o próprio coração se corrompe e começa a empestear, com o mau cheiro, o ar à sua volta. Em vez de ser causa de alegria e felicidade para si e para os outros, torna-se causa de sofrimento e infelicidade, porque se afasta de Deus e entra em discórdia com as pessoas para defender interesses egoístas.


A verdade é que somos as primeiras vítimas desse mal; sentimo-nos tristes, abatidos e abandonados, porque somos pecadores e, em nosso coração, vive uma lepra chamada pecado, que o insensibilizou à presença amorosa de Deus. E o pior é que não podemos fugir dele, como se foge de uma pessoa desagradável. Não podemos fugir, porque o pecado nos fala de dentro do nosso coração (cf. Sl 36,2), nós o levamos conosco para onde vamos.

Só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira

Tenha certeza: o pecado é o motivo de sua tristeza, e só Jesus pode lhe devolver a alegria verdadeira. É necessário que Ele o liberte desse mal, mate essa lepra e mude seu coração corrompido em um novo coração. Toda pessoa que pensa ser impossível que seus pecados lhe sejam perdoados, entra em desespero, e torna o seu estado pior do que era antes. Então, tenha confiança em Deus!

Se você, alguma vez, já se sentiu perdido por causa de alguma coisa que fez, se teve medo de cair no inferno, sentiu-se desolado e sem forças, se, depois de repetidas lutas contra um mesmo pecado, mais uma vez você foi vencido e sentiu vontade de desistir, tenho uma ótima notícia para você: só quem assim se sentiu pode experimentar o que é ser salvo pelo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, e este mesmo Jesus pode eliminar sua tristeza na raiz.

Artigo extraído do livro "Vencendo Aflições Alcançando Milagres"


Márcio Mendes

Nascido em Brasília, em 1974, Márcio Mendes é casado e pai de dois filhos. Ex-cadete da Academia da Força Área Brasileira, Mendes é missionário da Comunidade Canção Nova, desde 1994, onde atua em áreas ligadas à comunicação. Teólogo, é autor de vários livros, dentre eles '30 minutos para mudar o seu dia', um poderoso instrumento de Deus na vida de centenas de milhares de pessoas.


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/espiritualidade/cura-e-libertacao/o-pecado-e-o-motivo-de-nossa-tristeza/

6 de novembro de 2017

Como lido com a realidade do namoro que chegou ao fim?

Nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes

A novidade dos primeiros momentos de namoro traz para a vida um colorido diferente, um estímulo que nem a distância nem as condições atmosféricas, por piores que possam parecer, poderiam fazer com que os enamorados adiassem um encontro.

Para os casais mais românticos, trocas de cartões apaixonados, flores e, ultimamente, as mensagens pelo WhatsApp e outros aplicativos, continuamente "explodem", enchendo os corações dos apaixonados com mensagens de amor.

Foto: Wesley Almeida / cancaonova.com

Após algum tempo, muitas vezes, lentamente, o romantismo, que se esperava durar por toda a vida, vai perdendo o empenho e a força. O desinteresse nos compromissos é justificado por "desculpinhas", entre outras coisas, que originalmente não faziam parte do relacionamento. Há a impressão de que a relação parece estar sendo sustentada apenas por um dos namorados. As evidências apontam para caminhos que talvez o mais apaixonado dos dois não gostaria de assumir. Seja pelo longo tempo de convivência ou seja pela insistência em acreditar que ainda poderá haver o desejo de uma mudança concreta de comportamento do outro.

Cumplicidade é importante

A cumplicidade nos objetivos comuns é a base de todo relacionamento sadio. Cumplicidade esta que, acredito eu, repousa na predisposição às mudanças em razão da felicidade de quem amamos. Por que alguém haveria de insistir no namoro se não existe a mesma cumplicidade e empenho por parte do outro em manter o compromisso?

Acredito que nenhuma relação poderá ser mantida por muito tempo apenas por uma das partes. Por outro lado, o término de um relacionamento, normalmente, acontece somente por um dos namorados. Com isso, aquele(a) que ainda se sente apaixonado(a), como que tomado por uma cegueira, poderá buscar uma reaproximação, mesmo sabendo que estava sendo parcialmente correspondido(a) em seus anseios. Será uma situação de difícil "digestão", a qual apenas ferirá a autoestima de quem foi abandonado.

Assim, será necessário um tempo para recompor suas emoções e até mesmo para avaliar o que foi vivido.


Meu namoro chegou ao fim. E agora?

Em nossas convivências pessoais, aprendemos a acolher e a assimilar situações que antes poderíamos pensar não ser capazes de administrá-las; entretanto, essas experiências nos farão mais maduros e seguros. Mesmo que esse processo possa ser doloroso, tudo será útil e nos servirá de parâmetros de avaliação sobre as qualidades e interesses desejados para um futuro relacionamento, assim como nos ensinará a ponderar sobre o nosso próprio comportamento e expectativas dentro da convivência numa vida a dois.


Ainda que você esteja meio atordoado(a) pelo sentimento ferido devido ao rompimento, a retomada das atividades simples de entretenimento e a convivência com amigos sempre serão importantes, pois, do contrário, o fechamento e o medo do mundo tendem a levá-lo(a) a situações mais delicadas e de desânimo.

O nosso crescimento pessoal se faz com experiências, e nem sempre o mundo nos poupará de viver somente as mais agradáveis.

Deus abençoe.