1 de setembro de 2015

Esclerose Múltipla: o que é e quais são os sintomas?

Conhecer os sintomas da Esclerose Múltipla é importante para ter qualidade de vida

30 de agosto é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM), uma doença crônica (evolução gradativa durante anos), que afeta o Sistema Nervoso Central (cérebro e medula) e interfere na capacidade de controlar áreas e funções do corpo. Seu início geralmente acontece entre 20 e 50 anos e é mais frequente em mulheres. Hoje, no Brasil, cerca de 35 mil pessoas são portadores de EM, mas o diagnóstico é difícil de ser dado, porque a doença pode ter sintomas muito variados e em áreas diferentes ao longo dos anos. Por isso, é muito importante que todos nós conheçamos um pouco sobre ela.

Esclerose multipla o que é e quais são os sintomas

A medicina ainda não sabe tanto sobre a esclerose múltipla. A causa não é conhecida ao certo, mas fatores imunológicos e ambientais têm influência comprovada. Ainda não há cura, mas o tratamento e acompanhamento podem melhorar a qualidade de vida do paciente.

A doença age por meio da desmielinização dos neurônios (para entender, pense como se fosse um fio elétrico desencapado) e da inflamação em diversos pontos do cérebro e medula em momentos diferentes. Cada vez que atinge uma área, produz um sintoma, uma crise. Depois, frequentemente, esse sintoma melhora e surge outro, muito diferente, em outra área do corpo.

Os sintomas mais comuns são: alterações visuais (inflamação do nervo óptico causando turvação visual, cegueira temporária, total ou parcial, e dor nos olhos); alterações na sensibilidade em alguma região do corpo como dor ou formigamento em braço, perna e tórax; dificuldade de movimento ou da força em um ou mais membros; falta de controle dos esfíncteres (urina e fezes) e alterações no tronco cerebral com falta de coordenação motora, tremor, dificuldade para segurar objetos e labirintite. Existe um sinal que não é muito frequente, denominado sinal de Lhermitte, uma sensação de choque que percorre a medula (espinha) quando se encurva a cabeça para frente. Esse sinal, quando presente, é muito sugestivo da Esclerose Múltipla.

Por causa da grande variedade de possibilidades de sintomas e pelas características que surgem em momentos diferentes da vida, o diagnóstico pode ser difícil. Por isso é importante conhecer um pouco sobre a doença para estar atento. O acompanhamento é feito com o médico neurologista, com diagnóstico clínico, baseado nos Critérios de McDonald. A ressonância magnética cerebral e da coluna confirmam a suspeita ao mostrar lesões diversas em várias áreas.

Se percebeu em você alguns desses sintomas ou os vê em algum familiar, tenha coragem de procurar o médico. O diagnóstico precoce ajuda no tratamento e melhora a qualidade de vida. Deus está sempre próximo, vive em nós cada desafio que enfrentamos, cada vitória e cada derrota. Não há motivo para medo. Se estivermos em Deus, o que há de vir será sempre o melhor. Sua saúde é um dom que Ele lhe deu, e é seu dever cuidar do corpo da melhor maneira possível.


Roberta Castro

Roberta Castro é Ginecologista e especialista em terapia familiar. Coordenadora do Ministério de Música e Artes da Renovação Carismática Católica no Estado do Espírito Santo.

Escritora pela editora Canção Nova


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/atualidade/saude-atualidade/esclerose-multipla-o-que-e-e-quais-sao-os-sintomas/

28 de agosto de 2015

Viramos escravos da própria carreira?

Com tantos sonhos e ambições, tornamo-nos escravos da própria carreira

"Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica e uma temporada num spa cinco estrelas". No texto 'Felicidade Realista', de Martha Medeiros, encontra-se a frase citada acima, que traz um questionamento referente ao estilo de vida que adotamos e as metas que buscamos alcançar ao longo da carreira profissional.

Viramos escravos da própria carreira
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

O trabalho, o cotidiano rotineiro têm tirado os prazeres básicos que tanto almejamos, como ganhar o suficiente para pagar as despesas, poder se divertir aos fins de semana e desfrutar de momentos felizes com a família. O simples passou a ser pouco, buscamos o extraordinário e, por mais que o alcancemos, não nos damos conta e continuemos a buscar, buscar, buscar…

Trata-se de um vazio infinito, fruto de uma saga que nunca vai se completar, já que nada nos satisfaz, e queremos sempre mais e mais. Para isso trabalhamos mais, estressamo-nos mais, adoecemos mais e por aí vai. Dados mostram: cresce o número de pessoas que querem se curar dos efeitos drásticos causados pelo trabalho na mente e no corpo.

As empresas estabelecem estilos de vida ilusórios que cegam seus colaboradores; assim, esses indivíduos esgotam as horas extras, perdem o lazer, deixam de lado os relacionamentos em troca de destaque, dinheiro e prestígio. Mas será que tudo isso vale a pena? O que é essencial para nossa vida?

Tenho a impressão de termos esquecido que para sermos completos nos basta cultivar as coisas simples, como um almoço com pessoas queridas, um reencontro inesperado, a lembrança que uma boa música nos traz. Deixamos de lado tudo isso para enfrentar, competir, lucrar e vencer. Uma vitória sem ganhadores, ou como se alguém vencesse um campeonato, mas não fosse buscar o prêmio, porque não percebeu que era o campeão.

Volte-se para dentro de si e descubra o que realmente o eleva de forma consciente. A paz interior precisa ser contemplada. O tempo perdido não volta, porém ainda é possível escrever uma nova história, mais feliz, com quem amamos!

 


Ioná Piva

Atualmente é professora dos cursos de Comunicação Social da Faculdade Canção Nova (Jornalismo e Rádio e Televisão). Mestranda do programa de pós graduação em Comunicação Social da Universidade Metodista, cuja linha de pesquisa é: Inovações Tecnológicas na Comunicação Contemporânea.


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/vocacao/profissao/viramos-escravos-da-propria-carreira/

26 de agosto de 2015

O sigilo do sacramento da confissão

O sacramento da confissão tem o sigilo inviolável 

Dentre os sacramentos da Igreja, dois recebem o título de sacramentos de cura. São eles: sacramento da penitência e unção dos enfermos. Sobre o sacramento da penitência, o conhecemos por diferentes nomes, e cada um tem o seu significado próprio:

O sigilo do sacramento da confissão
Foto: Wesley Almeida/cancaonova.com

1. Sacramento da conversão: realiza sacramentalmente o convite de Jesus à conversão.

2. Sacramento da penitência: consagra um esforço pessoal e eclesial de conversão, de arrependimento e satisfação do cristão pecador.

3. Sacramento de confissão: a confissão dos pecados diante do presbítero é elemento essencial desse sacramento.

4. Sacramento da reconciliação: concede ao pecador o amor de Deus que reconcilia. O penitente faz a experiência do amor misericordioso do Pai.

Quando falamos em confissão, muitos fiéis carregam no coração o medo; não raro, há aqueles que se perguntam: "O padre não contará meus pecados para outras pessoas?". Sobre essa questão, os documentos da Igreja afirmam o caráter inviolável do segredo da confissão. O presbítero que acolhe o penitente, ouve seus pecados e lhe administra a absolvição está sob o sigilo sacramental, isso significa que aqueles pecados ouvidos não serão revelados em hipótese alguma.

Sobre o sigilo sacramental, os documentos da Igreja afirmam:

"O sigilo sacramental é inviolável, por isso, é absolutamente ilícito ao confessor, de alguma forma, trair o penitente por palavras ou de qualquer outro modo e por qualquer que seja a causa.

Tem a obrigação de guardar segredo também o intérprete, se houver, e todos aqueles a quem, por qualquer motivo, tenha chegado o conhecimento de pecados por meio da confissão" (Código de Direito Canônico, 893).

"Dada a delicadeza e a grandeza deste ministério e o respeito devido às pessoas, a Igreja declara que todo sacerdote que ouve confissões está obrigado a guardar segredo absoluto sobre os pecados que os seus penitentes lhe confessaram, sob penas severíssimas. Tão pouco pode servir-se dos conhecimentos que a confissão lhe proporciona sobre a vida dos penitentes. Esse segredo, que não admite exceções, é chamado 'sigilo sacramental', porque aquilo que o penitente manifestou ao sacerdote fica 'selado' pelo sacramento" (Catecismo da Igreja Católica, 1476).

O termo "sigilo" vem do latim sigillum, selo, lacre. Uma vez ouvida a confissão dos pecados, o presbítero sela com seu silêncio aquilo que foi ouvido. Não poderá jamais revelar para outrem o segredo dos pecados apontados pelo penitente. Esse sigilo sacramental é extremamente sério, que o Código de Direito Canônico assim expressa no Cânon 1388: "O confessor que viola diretamente o sigilo sacramental incorre em excomunhão latae sententiae reservada à Sé apostólica; quem o faz só indiretamente seja punido conforme a gravidade do delito".

Essa violação do sigilo sacramental é direta quando se revela o pecado ouvido em confissão e a pessoa do penitente, quer indicando o nome, quer ainda manifestando pormenores que qualquer pessoa pode deduzir de quem se trata. É indireta quando não se revela tão claramente a pessoa do penitente, mas o modo de agir ou de falar do confessor é tal que origina o perigo de que alguém a conheça.

 


Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG).

Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar seus artigos na internet, acesse: www.padreflaviosobreiro.com


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/igreja/doutrina/o-sigilo-do-sacramento-da-confissao/

24 de agosto de 2015

Como identificar se tenho distúrbios na sexualidade?

Alguns distúrbios na sexualidade são facilmente detectados; outros não são tão óbvios 

Tanto se ouve falar sobre os distúrbios sexuais! Muitas vezes, olhamos para esse assunto com preconceito, achando que são distorções graves e bizarras, de pessoas com traumas intensos e claros desequilíbrios afetivos sexuais. Isso é parcialmente verdade.

Como identicar se tenho disturbios na sexualidade
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Realmente alguns traumas sexuais são facilmente detectados quando se manifestam em vícios ou desejos por coisas que fogem dos padrões (animais, crianças, agressividade entre outros). Porém, algumas pessoas vivem sendo guiadas por seus traumas, com distúrbios na sexualidade, sem perceberem isso claramente. Desenvolvem padrões de relacionamento destrutivos, mas não tão óbvios para a sociedade. Isso pode se manifestar em ciúme excessivo, dependência emocional, dificuldade de assumir compromisso, manutenção de vícios mesmo sendo casado (masturbação e pornografia), tendência à traição ou na escolha de namorados sempre com características semelhantes e ruins.

Esses padrões de relacionamentos, muitas vezes, só são percebidos por meio de erros repetitivos. Por exemplo: alguém que foi traído em todos os namoros que teve ou sempre perde o "encanto" pelo outro quando passa a paixão inicial; quando sente necessidade de estar com pessoas que controlem excessivamente sua vida, sendo dependentes emocionais desse relacionamento.

Para avaliar um pouco se seus relacionamentos são saudáveis ou se há algum tipo de distúrbio sexual, é interessante pensar em dois aspectos. Primeiro, o histórico. Olhando para todos os relacionamentos que você teve, consegue perceber alguma repetição? Traição, término do relacionamento, quando começa a exigir compromisso; tendência à agressividade ou ao alcoolismo; perda da individualidade e dependência emocional? Isso pode ser um mau sinal de que os seus traumas familiares estão mal resolvidos dentro de você, e, por causa deles, você tem se apaixonado por pessoas com o mesmo perfil. É como um quebra-cabeça. Nós acabamos atraindo pessoas que se encaixam no nosso padrão afetivo. Se não mudarmos a nossa forma de amar, podemos até mudar a peça, mas o encaixe será sempre o mesmo.

Outra pergunta importante é como esse relacionamento tem influenciado na sua personalidade. Tenho me tornado uma pessoa melhor, mais madura, com autonomia e realizado? Estar com o outro me transformou em uma versão melhor do meu eu? Ou me anulei, escondi-me, fragilizei-me em minha autoimagem, perdi características importantes de minha personalidade, fui afastada de outras pessoas importantes para mim (família, amigos)? Quando um relacionamento é saudável, ele potencializa o que temos de melhor, ajuda-nos a evoluir naquilo que é defeito e nos estimula a desenvolver o que é bom.

O amor não aprisiona, não degrada, não exige exclusividade afetiva (exige fidelidade sexual). O amor verdadeiro nos aproxima de quem realmente somos, dá-nos a oportunidade de ser o melhor que podemos ser em todas as áreas. Um bom relacionamento nos ajuda a equilibrar todos os nossos laços afetivos – com amigos, família, trabalho, comida, comigo mesmo, com Deus…

Tenha coragem de parar para avaliar um pouco sua forma de amar e ser amado. Até que ponto seus traumas ainda têm manipulado seus relacionamentos? Será que é amor ou é um acúmulo das carências que você tem direcionado para o outro? Amar é doar-se. Será que você já se possui o suficiente para poder se relacionar de maneira verdadeira? Deixe Deus passear com você pela sua intimidade e preencher seus vazios. Só Ele pode entrar nesse lugar, só Ele tem amor suficiente para saciar traumas e assim podermos amar como precisamos.

Para aprofundar nesse assunto, recomendo ler meu livro "A verdadeira realização sexual". Acredito que possa ajudá-lo muito a se conhecer e a desenvolver uma maturidade afetiva.


Roberta Castro

Roberta Castro é Ginecologista e especialista em terapia familiar. Coordenadora do Ministério de Música e Artes da Renovação Carismática Católica no Estado do Espírito Santo.

Escritora pela editora Canção Nova


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/afetividade-e-sexualidade/dependencia-sexual/como-identificar-se-tenho-disturbios-na-sexualidade/

21 de agosto de 2015

Eficácia do Método de Ovulação Billings

Por falta de conhecimento, muitos acreditam que o Método de Ovulação Billings é ineficaz

Estou aqui de volta para falar um pouco mais sobre o Método de Ovulação Billings. Desta vez, me pediram que eu falasse sobre sua eficácia.

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Permiti-me pensar na palavra eficácia e no que ela significa. Algo eficaz nos remete àquilo que promete ou que se espera que cause o resultado inicialmente pretendido. Nesses quase 20 anos como conhecedora do Método de Ovulação Billings, ouvindo as pessoas que me procuram para um atendimento, a pergunta que faço já na entrevista inicial  é essa: " Qual é a sua motivação para aprender e utilizar o Método de Ovulação Billings, ou seja, quais são as suas pretensões, o que você espera?

Como protocolo de atendimento, essas motivações são divididas da seguinte forma:
CF ( conhecimento da fertilidade), ou seja, adolescentes e jovens que decidem reconhecer e ler os sinais do seu corpo para conhecer a sua fertilidade;

EG (espaçar a gravidez), ou seja, casais que, por motivos pessoais, no momento, querem espaçar os nascimentos e, geralmente, estão em algumas dessas situações: estão amamentando, querem interromper o uso do anticoncepcional ou ainda as que estão se aproximando da menopausa;

PG (engravidar), ou seja, casais que buscam, a partir do reconhecimento de sua fertilidade, obter uma gravidez.

Em todos os casos, o uso do Método ajuda essas pessoas ainda a monitorarem sua saúde reprodutiva. Realizamos, no Centro de Formação Famílias Novas, especializado no ensino do Método de Ovulação Billings, um relatório anual dos atendimentos realizados. No ano passado, 84 pessoas puderam fazer o reconhecimento da sua fertilidade, 60 espaçaram e 15 buscaram engravidar, inclusive com diagnóstico médico de subfertilidade e já com encaminhamentos para inseminação artificial, 7 engravidaram de forma natural usando o Método de Ovulação Billings.

Além da minha experiência pessoal e profissional, em que constato a eficácia do Método, segundo a Organização Mundial da Saúde, ele apresenta 98% de eficácia na maioria dos casos.

Apesar desses números, comumente se escuta que o Método é ineficaz, mas isso se deve à falta de conhecimento sobre ele. Poucos profissionais de saúde possuem conhecimento profundo, apreciação e compreensão, e, geralmente, não prescrevem para seus pacientes. Um dos motivos é que nas Escolas de Enfermagem ou Medicina a informação é escassa ou nula. No entanto, a natureza holística informativa e integrativa do Método de Ovulação Billings se ajusta bem à prática profissional da enfermagem e da medicina. A maioria dos usuários estão altamente satisfeitos com o uso, sendo as razões principais de satisfação comuns o autoconhecimento, o não uso de medicamentos, a naturalidade e a efetividade.

O Método de Ovulação Billings cumpre aquilo que se espera dele. Ele se baseia no reconhecimento da fertilidade mediante a percepção da sensação de umidade ou secura vulvar. Pode ser utilizado em caso de ciclos regulares e irregulares. Requer do casal um período de aprendizagem com instrutores capacitados. O autorreconhecimento da fertilidade e da infertilidade possibilita à mulher conhecer seus próprios padrões sendo capaz de detectar uma gama de desordens ginecológicas.

Concluo dizendo aquilo que comprometeria a eficácia do Método de Ovulação Billings: a primeira coisa é a ausência do registro diário no gráfico; costumo dizer que quem não faz o gráfico a cada ciclo não pode se denominar usuária do Método de Ovulação Billings. A segunda é a ausência de um instrutor qualificado para o acompanhamento, pois o Método NÃO é o da tabelinha, mas o que acompanha o Continuum Ovárico de cada mulher, e cada ciclo conta uma história diferente.


Fabiana Azambuja

Fabiana Azambuja é instrutora Qualificada do Método de Ovulação Billings™ e Coordenadora do 'Centro de Formação Famílias Novas', no Posto Médico Padre Pio, em Cachoeira Paulista (SP). familiasnovas@cancaonova.com


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/familia/planejamento-familiar/eficacia-do-metodo-de-ovulacao-billings/

19 de agosto de 2015

Dez dicas para santificar o trabalho

Toda profissão é por excelência um lugar de santificação

São Josemaria Escrivá sempre ensinou a seus filhos que todo trabalho é um local oportuno para estar mais próximo de Deus e dos irmãos: "Santificar o trabalho próprio não é uma quimera, mas missão de todo o cristão; tua e minha".

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Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com

Sabe-se que nem sempre o ambiente do trabalho é um local de paz e harmonia. Muitos são os conflitos nas fábricas, nos escritórios, hospitais… Propomos, então, algumas dicas para que seu trabalho seja santificado a cada dia:

1 – Realizar com amor suas tarefas. Não basta apenas executar uma tarefa, ela precisa ser realizada com amor. Seu salário é fruto do seu trabalho e outras pessoas são destinatárias dele. O seu amor dará qualidade ao que for executado. Quando uma atividade é realizada com amor, os frutos são de bênçãos.

2 – Ser educado com todos. A educação é um valor universal. Pessoas frustradas geralmente descarregam suas insatisfações pessoais sobre os colegas de trabalho. Quer ser tratado com educação e respeito no ambiente de trabalho? Comece a observar como você tem tratado as pessoas. Se você as respeita, mas elas não o respeitam, então o problema não está com você, mas com elas.

3 – Saber silenciar. O silêncio é amigos dos sábios. No ambiente de trabalho, muitas vezes, é necessário exercitar o silêncio diante de situações complexas que não precisam ser alimentadas pela força das palavras. Silenciar-se é tão terapêutico quanto o falar.

4 – Não fofocar. A fofoca é a erva daninha nas empresas. O respeito à pessoa do outro é fundamental. Se não gostamos de determinada atitude de alguém no ambiente de trabalho, devemos procurar essa pessoa e conversar diretamente com ela. Fofoca destroem pessoas, amizades e empresas.

5 – Seu salário é fruto do seu trabalho. O salário que você recebe no fim do mês é fruto do seu suor. Ninguém é obrigado a ganhar o seu salário por você. Muitos se acomodam e deixam sobrecarregados seus colegas. Nenhuma empresa é obrigada a pagar por um serviço que não está sendo executado.

6 – Colaborar com os colegas. Muitos são aqueles que trabalham apenas pensando em si mesmos e não colaboram com os novos colegas que chegam. Colaborar, ajudar, partilhar é um ato de amor e um testemunho cristão. Ontem você estava no lugar de quem hoje chegou.

7 – Ser misericordioso com o próximo. A misericórdia é um gesto de amor ensinado por Jesus. Antes de julgar devemos ajudar. Toda pessoa é fruto da história de uma vida. Jesus sabia muito bem dessa verdade, por isso mesmo não se prendia a rótulos, mas ao coração de cada um que d'Ele se aproximava.

8 – Perdoar as faltas alheias. O perdão é dádiva divina. Uma vez que perdoamos alguém, libertamos nossa alma dos sentimentos negativos associados à falta do perdão e concedemos a nós mesmos a liberdade de caminharmos livres de tudo aquilo que nos aprisiona ao agressor.

9 – Aprender ouvir. Quem aprende a ouvir em silêncio é um promotor da paz. A palavra antes de ser pronunciada precisa ser gerada no silêncio da misericórdia.

10 – Orar. Animados na força da oração encontraremos o caminho para superar as dificuldades do trabalho e construir dentro das empresas lugares da paz e da misericórdia. Orar é alimentar a alma da presença do Senhor. Somente pode oferecer amor quem dele se alimenta diariamente.

 


Padre Flávio Sobreiro

Bacharel em Filosofia pela PUCCAMP e Teólogo pela Faculdade Católica de Pouso Alegre (MG), padre Flávio Sobreiro é vigário paroquial da Paróquia Santo Antônio, em Jacutinga (MG), e padre da Arquidiocese de Pouso Alegre (MG).

Para saber mais sobre o sacerdote e acompanhar seus artigos na internet, acesse: www.padreflaviosobreiro.com


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/vocacao/profissao/dez-dicas-para-santificar-o-trabalho/

17 de agosto de 2015

Como escolher padrinhos de batismo para os meus filhos?

A escolha dos padrinhos vão além do fato de ser amigo, parente ou rico

"O santo batismo é o fundamento de toda a vida cristã, o pórtico da vida no Espírito e a porta que abre o acesso aos demais sacramentos. Pelo batismo somos libertados do pecado e regenerados como filhos de Deus, tornamos-nos membros de Cristo, e somos incorporados à Igreja e feitos participantes da sua missão: o batismo é o sacramento da regeneração pela água na Palavra" (CIC § 1213).

Como escolher padrinhos de batismo para os meus filhos
Foto: Daniel Mafra/cancaonova.com 

Veja o quanto é importante esse sacramento! O batismo torna a pessoa filha de Deus e ela passa a fazer parte da família de Jesus, que é a Igreja. O batizado se torna um membro ativo, uma testemunha que vive a missão de anunciar Cristo aos povos. Por isso, aqueles que serão escolhidos para acompanhar os batizados precisam ter algumas características importantes. Não basta ser alguém conhecido, amigo, parente, rico ou "uma pessoa boa que faz parte da minha história", pode até trazer as caraterísticas citadas, mas vejamos o que o Código de Direito Canônico diz:

Cân. 872 – Ao batizando, enquanto possível, seja dado um padrinho, a quem cabe acompanhar o batizando adulto na iniciação cristã e, junto com os pais, apresentar ao batismo o batizando criança. Cabe também a ele ajudar que o batizado leve uma vida de acordo com o batismo e cumpra com fidelidade as obrigações inerentes.

Cân. 873 – Admite-se apenas um padrinho ou uma madrinha, ou também um padrinho e uma madrinha.

Cân. 874 – Para que alguém seja admitido para assumir o encargo de padrinho, é necessário que:
1º seja designado pelo próprio batizando, por seus pais ou por quem lhes faz as vezes, ou, na falta deles, pelo próprio pároco ou ministro, e tenha aptidão e intenção de cumprir esse encargo;
2º tenha completado dezesseis anos de idade, a não ser que outra idade tenha sido determinada pelo bispo diocesano ou pareça ao pároco ou ministro que se deva admitir uma exceção por justa causa;
3º seja católico, confirmado (seja crismado), já tenha recebido o sacramento da Eucaristia e leve uma vida de acordo com a fé e o encargo que vai assumir;
4º não se encontre atingido por nenhuma pena canônica legitimamente irrogada ou declarada;
5º não seja pai nem mãe do batizando;
6º quem é batizado e pertence a uma comunidade eclesial não-católica só seja admitido junto com o padrinho católico, e apenas como testemunha do batismo;

O sacramento do batismo é tão importante, por isso o cuidado com aquele que vai apadrinhar o batizando. Costuma-se dizer que o padrinho ou a madrinha faz as vezes do pai ou da mãe. O que o pai e a mãe fazem ou deveriam fazer? Educar o filho na fé católica, no bons costumes, nos bons valores, deve educar para a responsabilidade e para a vida. O padrinho deve acompanhar o seu afilhado com a presença, com o bom testemunho de cristão, fazer as vezes dos pais ou auxiliar os pais em suas faltas.

Como é sério ser padrinho ou madrinha, não é verdade? Conforme o ensinamento da Igreja, a pessoa precisa viver o batismo, ou seja, ser católica, ser crismada e ter uma vida de comunhão eucarística. Uma pessoa assim está, provavelmente, inserida na vida da igreja paroquial, vai à Missa aos domingos, busca confissão periódica, é uma pessoa que busca, a todo custo, a santidade. Essa pessoa é santa? Não! Mas se percebe nela a sede de ser santa.


Padre Marcio

Padre Márcio do Prado, natural de São José dos Campos (SP), é sacerdote na Comunidade Canção Nova. Ordenado em 20 de dezembro de 2009, cujo lema sacerdotal é "Fazei-o vós a eles" (Mt 7,12), padre Márcio cursou Filosofia no Instituto Canção Nova, em Cachoeira Paulista; e Teologia no Instituto Mater Dei, em Palmas (TO). Twitter: @padremarciocn


Fonte: http://formacao.cancaonova.com/familia/educacao-de-filhos/como-escolher-padrinhos-de-batismo-para-os-meus-filhos-2/