22 de junho de 2009

Graça, acesso ou mistério intransponivel?

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É algo que de fato porta a acessibilidade ao Eterno

Certamente, é difícil expressar em conceitos aquilo que compreendemos por Graça, e como a percebemos agindo em nossa história. Contudo, nesse espaço de tempo, meu empenho se remete a tal conquista. Contemplando, perceberemos que nossa história é constantemente marcada pela Graça, por essa inafastabilidade do Definitivo que sempre abarcou aquilo que somos, sendo o significado perene e silencioso a investir nossas ausências, e a superar nossa compreensão a respeito da vida e de nós mesmos.

Graça: É uma daquelas realidades que "sabemos" o que é, que conseguimos reconhecer sua essencialidade em nossa vida, mas que, ao mesmo tempo, não conseguimos abarcar totalmente nem expressar com inteireza. É como o ar... Sabemos que ele está aí e nos sustenta na existência, no entanto, não podemos domesticá-lo nem aprisioná-lo em nossos cofres e contas bancárias.

Mas enfim: A Graça é algo que de fato porta a acessibilidade ao Eterno, sendo ponte para Ele? Ou, é um Mistério intransponível, que obscurece ainda mais as pequenas fagulhas de luz que temos acerca do Inabarcavel?. Acredito ser um pouco das duas coisas...

Percebo que a ambigüidade que obscurece a compreensão acerca de tal Mistério não acontece tanto em sua "imanência" enquanto Presença que se manifesta, mas sim na idéia/conceito que nutrimos referente à Ele, pois, a Graça sempre esteve presente no "aqui humano", mas nem sempre os corações tiveram a precisa sensibilidade para a descobrir e interpretar.

A Graça, enquanto inafastabilidade do Eterno, sempre povoou a história dos homens. Quando se faz, a partir d'Ela, uma leitura dos fatos percebe-se sua Ação e gerência silenciosa conduzindo os acontecimentos e engendrando grandes benefícios, até mesmo de imensas dores e desventuras épicas. Apalpa-se concretamente tal gerência também habitando a história da eclesiástica, onde a força do inverno nunca foi capaz de subtrair o brilho e a vida da primavera, mesmo em momentos onde existiram profundos erros e contradições.

Nesse sentido, a Graça sempre foi acesso para entender a história da vida humana, e para aproximar-se d'Aquele que sustenta essa história. Contudo, Essa também se estabelece como um mistério intransponível, que nos faz perceber nossa finitude para compreender tal Ação no tempo e na história e, consequentemente, nossa necessidade de abandonarmo-nos em Seu regaço de acolhida e proteção.

Graça é compreensão, é Presença, e é também, afastamento.

A ausência também é necessária. Ela ensina o valor da presença, e mais: Ela nos faz perceber o que verdadeiramente somos na relação com o Eterno e o devido lugar que devemos ocupar em tal relação, levando-nos a concretamente assumir nossa condição de dependencia e filiação.

O ocultamento também se estabelece como ação contínua e eficaz da Graça. Ele revela que precisamos estar sempre buscando para encontrar, pois nossa pátria não é "aqui" e estamos sempre a caminho. Ele – ocultamento da Graça - nos liberta do comodismo provocado pela suposta pretensão de sermos possuidores absolutos da Graça divina.

A Graça é uma realidade sempre presente e atuante na vida humana, mesmo na ausência de sua compreensão e na opacidade dos dias.

É preciso que desenvolvamos a devida sensibilidade para percebê-la e acolhê-la em Sua maneira peculiar de agir em nossa história. Assim seremos mais plenos de sentido na vida e construiremos significativamente, já aqui nessa terra, os alicerces de uma profunda comunhão com o Eterno, que atingirá o seu ápice na Vida que há de vir.

Recadinho do zandona Olá Dado!

Envio em anexo 1 novo artigo p o portal.. Ele é 1 pouco + trabalhado, pois possui endereço e finalidade definidos (no sentido de público alvo na net..). Gostaria q, sê possível, os seus termos e indicações não fossem modificados, devido a plastica q procurei imprimir nele.

Fica c Deus!

Adriano Zandoná

Foto Adriano Zandoná
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