8 de abril de 2026

Jesus no Jardim das Oliveiras: a obediência que gera redenção

O mistério da agonia no jardim das oliveiras: o início da redenção

O ápice dramático e doloroso da morte de Jesus, no alto da cruz, inicia-se no jardim do Monte das Oliveiras, com lições singulares para compreender e encharcar-se da verdade redentora que vem da oferta obediente e amorosa do Filho de Deus-Pai.

Todos que se colocam diante de Jesus, de Seu seguimento, são tocados por seus raios de luz que dissipam as trevas sobre a condição humana. Assumir o discipulado de Jesus é um grande desafio existencial. Inclui uma adequada compreensão sobre aquilo que o Mestre viveu no Jardim das Oliveiras.

Pintura de Jesus Cristo no Monte das Oliveiras.

A contemplação como caminho para o discipulado real

Esse entendimento exige contemplação silenciosa para alcançar um sentido que está além da razão, que tem a sua importante luz, mas insuficiente para enxergar a verdade chamada amor. Configura, assim, a disposição para uma obediência que gere a oferta corajosa, efetiva, da própria vida.

Essa disposição não pode ser confundida com a defesa de bandeiras, a partir de discursos inflamados. Trata-se de oferta que, efetivamente, muda cursos de rios. Aliás, os discursos inflamados, os alardes, muitas vezes confundidos com profecias transformadoras, estão bem distantes da experiência de contemplação, essencial para construir consistência interior, alicerce que pode sustentar amplamente, sem preconceitos e discriminações odiosas, a oportunidade de ser o discípulo espelho testemunhal do Mestre Jesus.

O Mestre é o Filho de Deus, acompanhado pelos discípulos, inebriados pela experiência da última Ceia, concluída com o canto de salmos, efetivando os temperos da oração, da gratidão e do louvor como ingredientes indispensáveis para se viver na coragem amorosa de Jesus.

A coragem do Mestre é expressa pela oferta que Ele faz de si, lição e caminho para todo discípulo na sua fraqueza humana e nos limites da sua capacidade de amar. Jesus sai com aqueles que o seguem em plena noite com a disposição de assumir sobre si, amorosa e obedientemente, a condição de cordeiro imolado para operar a verdadeira, única e completa redenção da humanidade, povo de Deus.

A obediência amorosa em meio à noite do Cedron

O que Cristo expressou com Seus discípulos era agradecimento e reconhecimento pela libertação do povo alcançada por Deus, Seu Pai. No Jardim das Oliveiras, a oferta de Jesus é inaugurada sem gritos de ódio, sem mágoas de ninguém.

O Mestre não se restringe a ser apenas porta-voz de revoltas, encurralado pelas estreitezas emocionais comuns aos seres humanos. Não há espaço para manifestações odiosas ou rancorosas, sem gratidão, sem considerar o semelhante, particularmente aqueles que experimentam a exclusão.

Envolvido pela agonia, Jesus responde às ameaças e tribulações com obediência amorosa ao Seu Pai, permitindo uma reviravolta na compreensão da vida e do seu tratamento pela realidade da cruz. A oferta de Cristo tem força para gerar a verdadeira libertação, permitindo à humanidade conquistar uma sabedoria que reorienta a vida com o vigor de autêntica profecia.

A escuridão da noite de agonia no Cedron se ilumina pelo sentido inesgotável do amor perene revelado na oferta da cruz. Com o gesto extremo de Jesus alcança-se a linguagem do verdadeiro amor, por sua singularidade desafiadora: ganha quem perde e perde quem ganha, lógica explicitada fartamente nas páginas do Evangelho.


A vigilância contra o sono da conivência e a traição

Os discípulos são desafiados a aprender, fielmente, essa lição que é plena de novidade e se contrapõe à mesquinhez humana. Jesus é fidelidade e novidade o tempo todo. Essa novidade e fidelidade são magistralmente expressas naquele lugar, o jardim da torrente do Cedron.

Iluminada é a profecia que vem da cena em que Jesus repreende Pedro, na ceia derradeira quando o discípulo, enquadrado em lógicas humanas de poder, não aceitou que o Mestre lavasse os seus pés. Ali, a partir da discriminação alimentada pelo raciocínio humano, Pedro não conseguiu compreender que todos são, igualmente, merecedores da fraternidade solidária, sem preconceitos e qualquer discriminação.

Jesus convence que o verdadeiro sucesso se conquista com a cruz. Ilustrativa, portanto, é a oração de Jesus no Jardim das Oliveiras. O Mestre compartilha com os discípulos a sua grande tristeza, especialmente com Pedro, Tiago e João. E chama à vigilância. No entanto, sobressai a sonolência dos discípulos, configurando ocasião favorável ao poder do mal.

O poder do mal que domina, enche os olhos daqueles que denunciam a partir de incoerências. Gente que, inclusive, pode estar com vestes sacras, mas seduzida pela astúcia de Judas, que se aproxima e entrega Jesus à morte com um beijo, gesto de afeição transformado em instrumento de traição.

A alma entorpecida pelo sono significa a incapacidade para alarmar-se com o poder do mal no mundo. Essa incapacidade torna o ser humano conivente com as injustiças, contentando-se com discursos que apenas formulam pensamentos nos quadros da hipocrisia de Judas, o traidor, quando, por exemplo, critica a mulher por usar perfume caro na unção dos pés de Jesus, mas, ao mesmo tempo, revela desconsideração em relação aos pobres quando roubava o dinheiro da bolsa comum do grupo de discípulos.

Jesus afasta-se para orar, prostrando-se para acolher e obedecer a vontade do Pai, suando sangue. Na cruz, derramando o sangue todo para operar a obra da Salvação. A agonia intensa pode gerar medo diante do poder da morte. Como Filho de Deus, o Mestre vê com clareza a força da morte a ser vencida com a sua oferta de amor na cruz, obedientemente ao Pai. Angustiado, mesmo com a consciência clara de sua força redentora, pede ao Pai que “afaste o cálice”. Supera a dor e não dá lugar à covardia, testemunhando sua confiança amorosa no amor de Deus.

Seja feita a vontade do Pai! Jesus assim faz a sua oferta traçando o único caminho com força de superar o lamaçal do mal que respinga em toda pessoa. O itinerário delineado pelo Mestre é o único capaz de dissipar e vencer a soberba, o orgulho, e derrubar máscaras, fazendo com que o amor vença o horror da astúcia e da atrocidade do mal. Beba do cálice da agonia, sem medo, para vencer as sonolências da condição de discípulo e permanecer de pé, junto à cruz, participando da hora maior, quando Jesus morre e abre a página nova, definitiva, da história da salvação humana. Graças a ela, o mundo foi remido: seja adorada e bendita a cruz de Cristo!

 


Dom Walmor Oliveira de Azevedo

O Arcebispo Metropolitano de Belo Horizonte, Dom Walmor Oliveira de Azevedo, é doutor em Teologia Bíblica pela Pontifícia Universidade Gregoriana. Atual membro da Congregação para a Doutrina da Fé e da Congregação para as Igrejas Orientais. No Brasil, é bispo referencial para os fiéis católicos de Rito Oriental. http://www.arquidiocesebh.org.br


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/biblia/jesus-no-jardim-das-oliveiras-obediencia-que-gera-redencao/

7 de abril de 2026

O Transtorno do Espectro Autista sob a luz do catolicismo

O mês mundial da conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista é uma oportunidade de refletir sobre a dignidade de cada pessoa como expressão do amor de Deus

Já parou para refletir que cada pessoa tem um jeito próprio de ser e de existir no mundo? Pois bem, o ser humano é único e irrepetível, com uma história que somente ele é capaz de realizar. Dentro desse contexto, compreendemos que, nas diferenças de cada pessoa, Deus também se revela. Revela-se porque, em nossa essência, somos imagem e semelhança do Amor — de um Amor que nos ama incondicionalmente. Qual mãe de um filho com transtorno do espectro autista, apesar dos desafios vivenciados — que vão muito além do transtorno — nunca disse: “Pelo meu filho eu faço tudo”?

Crédito: FG Trade / GettyImages

Aqui, não estamos romantizando o transtorno, mas apontando que o amor é capaz de ultrapassar limites e que a aceitação dessa realidade pode nos abrir à conexão com um sentido maior. Afinal, a inclusão começa quando deixamos de olhar apenas para as limitações e passamos a reconhecer a dignidade e a riqueza de cada pessoa.

O Papa Francisco, ao se dirigir à delegação do Centro para o Autismo “Sonnenschein”, afirmou: “Deus criou o mundo com uma grande variedade de flores de todas as cores. Cada flor tem sua beleza, que é única. Cada um de nós também é belo aos olhos de Deus, e Ele nos ama.”

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) é uma condição do neurodesenvolvimento que acompanha o indivíduo ao longo de toda a vida. Estamos falando de uma pessoa que possui uma forma própria de perceber, processar e se relacionar com o mundo ao seu redor.

O Transtorno do Espectro Autista não é algo a ser “consertado”

Ainda que intervenções adequadas contribuam significativamente para o desenvolvimento da pessoa, trata-se, sobretudo, de reconhecer, respeitar e favorecer sua forma singular de existir, promovendo condições para que ela desenvolva suas potencialidades.

Enquanto sociedade, independentemente do nível de suporte que cada pessoa com TEA necessite, cabe a nós a responsabilidade de acolher com empatia e respeito sua individualidade e especificidade. Pessoas autistas podem apresentar, por exemplo, interesses mais restritos, comportamentos repetitivos, maior sensibilidade sensorial, seletividade alimentar, além de diferenças na comunicação e no contato visual — características que fazem parte de sua forma singular de estar no mundo.

A inclusão começa quando buscamos compreender mais sobre o tema, aprender como acolher essa pessoa em sua realidade e respeitar seu modo de ser. Trata-se de reconhecer que ali existe alguém que deve ser olhado com dignidade, respeito e humanidade.

Em nossas paróquias e na sociedade, essa atitude não pode passar despercebida. É fundamental compreender a assembleia, reconhecer as demandas das famílias e saber lidar com a complexidade de cada realidade. Considerar essas particularidades é um passo essencial para que pessoas com deficiência sejam verdadeiramente acolhidas.

O acolhimento se concretiza quando pensamos em suas necessidades e criamos condições para sua participação

Recordo-me de uma situação em que uma mãe, com seu filho autista, participava da Santa Missa. A criança apresentava desconforto devido ao volume elevado da música naquele momento. Após uma conversa simples com o pároco, foi possível sensibilizar a equipe para essa realidade, e passou-se a oferecer um abafador de ruído para a criança.

Foi um gesto simples, mas profundamente significativo: a família se sentiu acolhida, a criança conseguiu participar da celebração com maior regulação sensorial e bem-estar, e a própria assembleia foi sensibilizada para uma necessidade muitas vezes invisível. Pequenas atitudes como essa tornam a Igreja e a sociedade espaços verdadeiramente inclusivos e acolhedores para todos — ainda que tenhamos muito a avançar.

Neste mês em que refletimos sobre a conscientização do autismo, fica o convite a todos nós: como temos olhado e acolhido as famílias e as pessoas com autismo?

Tenho sido como Jesus, que, ao longo do caminho, parava para dar atenção a todos? Tenho amado os meus em sua individualidade?

Ou tenho passado pelo caminho sem tocar a realidade do meu irmão, que espera de mim nada mais do que aquilo que lhe é devido: um olhar atento, sensível e capaz de acolhê-lo?

“Nem todos nós podemos fazer grandes coisas, mas podemos fazer pequenas coisas com grande amor.” Madre Teresa de Calcutá.

Psicólogo Hermano Jr. – Pós-graduado em Psicologia Clínica e Psicopatologia, e graduando em Logoterapia. Atua como psicólogo clínico, professor universitário e Coordenador de Desenvolvimento das Famílias na Instituição Mão Amiga.


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/atualidade/o-transtorno-espectro-autista-sob-luz-catolicismo/


Veja também o vídeo sobre esta postagem no YouTube:

https://youtu.be/GFLl_mUilLA

5 de abril de 2026

Páscoa: a festa de um novo mundo possível


Dom Leomar Antônio Brustolin

Arcebispo de Santa Maria (RS)
Presidente da Comissão Episcopal para a Animação Bíblico-Catequética da CNBB

 

A palavra Páscoa tem origem no ambiente semita e significa "passagem". Nas antigas culturas agrícolas e pastorais, a passagem do inverno para a primavera era celebrada como sinal de renovação da vida. Na claridade da lua cheia, os pastores imolavam cordeiros e partilhavam uma refeição familiar que expressava a comunhão da tribo.

A Páscoa no contexto do Povo de Israel

O povo de Israel assumiu esses elementos culturais e lhes deu um novo significado histórico e teológico. A Páscoa tornou-se a memória da libertação da escravidão do Egito e da travessia do Mar Vermelho. As ervas amargas passaram a recordar a dureza da escravidão; os pães sem fermento evocavam a pressa da partida; a celebração noturna recordava a noite em que Deus conduziu seu povo rumo à liberdade (cf. Dt 16,1). Assim, a Páscoa tornou-se o memorial da ação libertadora de Deus na história.

A Páscoa Cristã: Da Cruz à Ressurreição

Os cristãos reconhecem em Jesus Cristo o cumprimento definitivo desse mistério. Nele, a Páscoa torna-se a passagem da morte para a vida, da cruz para a ressurreição. O mistério pascal revela que o amor de Deus é mais forte que o pecado e a morte. Como ensina Santo Agostinho: "A ressurreição de Cristo é a nossa esperança; aquilo que aconteceu na cabeça acontecerá também no corpo". Em Cristo ressuscitado, a humanidade recebe o perdão, a reconciliação e a promessa da vida eterna.

A celebração pascal inicia-se na Quinta-feira Santa, quando a Igreja recorda a Última Ceia. Nela, Jesus lava os pés dos discípulos, entrega o mandamento do amor e institui a Eucaristia, antecipando sacramentalmente sua entrega na cruz. Na Sexta-feira Santa, a Igreja contempla o mistério da cruz, de onde "pendeu a salvação do mundo". O sofrimento e a injustiça são assumidos pelo Filho de Deus, que transforma o instrumento de morte em sinal de redenção.

Na noite do Sábado Santo, a Vigília Pascal celebra a vitória da luz. O fogo novo acende o Círio Pascal, sinal de Cristo ressuscitado que ilumina as trevas do mundo. A comunidade, reunida ao redor dessa luz, escuta as grandes leituras da história da salvação: da criação do mundo à libertação do Egito, das promessas proféticas ao anúncio da ressurreição. A liturgia valoriza também o Batismo, passagem do pecado para a vida nova em Cristo. Renovando as promessas batismais, os cristãos reafirmam seu compromisso de seguir o Ressuscitado no cotidiano da história.

A Páscoa como sinal de Esperança para o Mundo

A Páscoa cristã não separa cruz e ressurreição. O Crucificado da Sexta-feira é o Ressuscitado da manhã de Páscoa. Separar esses dois momentos seria esvaziar o coração da fé. A cruz revela o amor radical de Deus; a ressurreição manifesta que esse amor vence definitivamente o mal e a morte.

Por isso, a Páscoa é também anúncio de um mundo novo possível. Na ressurreição de Cristo, Deus inaugura a nova criação. A esperança cristã não ignora as dores da história, mas afirma que a vida tem a última palavra. Como escreve São Paulo, "se Cristo ressuscitou, nossa fé não é vã" (cf. 1Cor 15,14).

Celebrar a Páscoa é, portanto, viver já os sinais desse mundo novo: promover a vida, defender a dignidade humana e cuidar da criação. Caminhamos na história rumo à plenitude prometida por Deus, quando Ele "enxugará toda lágrima" (cf. Ap 21,4) e fará novas todas as coisas.


Fonte: https://www.cnbb.org.br/dom-leomar-pascoa-a-festa-de-um-novo-mundo-possivel/

1 de abril de 2026

A mortificação e o amor materno de Maria: uma escola de entrega total

O mistério do sim: a entrega de Maria

Quando contemplamos o rosto de Maria, a Mãe de Jesus, somos convidados a descobrir  nela um dos mais profundos mistérios da fé cristã: o amor que se oferece, que renuncia a si mesmo e que, na dor, gera vida. Maria não foi poupada do sofrimento. Ao contrário, ela foi chamada a percorrê-lo na sua plenitude, como sinal de que o amor verdadeiro  sempre passa pela cruz. 

Créditos: Arquivo CN.

Desde o primeiro instante em que o anjo Gabriel se aproximou dela em Nazaré, Maria foi  confrontada com o peso de um 'sim' que transbordava os limites da compreensão  humana. "Eis a serva do Senhor; faça-se em mim segundo a tua palavra" (Lc 1,38).  Nessa resposta simples e absoluta, encontramos o fundamento de toda a mortificação cristã: a vontade rendida a Deus, sem reservas, sem negociação. Maria não mortificou  apenas o corpo — ela mortificou a própria vontade, o projeto de vida que talvez tivesse traçado para si mesma. 

A mortificação como caminho de liberdade

A mortificação, muitas vezes mal compreendida, não é punição nem desprezo pela criação. É o ato livre e amoroso de aquietar em nós aquilo que nos afasta de Deus — o  orgulho, o apego desordenado, o medo — para que o Espírito Santo possa agir com mais liberdade na nossa vida. E foi exatamente isso o que Maria viveu, dia após dia, ao longo de toda a sua existência. 

O velho Simeão, no Templo, profetizou que uma espada trespassaria a alma dela (cf. Lc 2,35). Essa espada não foi apenas o Calvário. Ela começou na fuga para o Egito, na busca angustiada do filho de doze anos perdido em Jerusalém, nas incompreensões, nos silêncios e nas horas em que a fé precisou sustentar aquilo que os olhos não conseguiam  enxergar. Maria aprendeu, como toda mãe, que amar é, muitas vezes, soltar — e que soltar com paz é o fruto maduro da mortificação. 


A presença silenciosa no Calvário

No Calvário, esse amor chegou ao seu ápice. "Junto à cruz de Jesus, estava Sua mãe" (Jo 19,25). Ela não fugiu. Não se afastou. Ficou de pé — stabat Mater —, unindo a sua dor à dor do Filho, oferecendo com Ele o sacrifício redentor. A sua presença silenciosa naquele momento é, ela mesma, uma catequese viva: o amor materno que se nega a  abandonar, mesmo quando tudo parece perdido.

A escola do belo amor

Somos chamados a aprender com Maria esse caminho de entrega. A mortificação que ela nos ensina não é sombria, mas luminosa — porque brota do amor e conduz ao amor. Como nos lembra São Paulo: "(…) completo na minha carne o que falta às tribulações de Cristo, em favor do seu Corpo, que é a Igreja" (Cl 1,24). Maria viveu isso de forma eminente. 

Que a contemplação do amor materno de Maria nos mova a dizer 'sim' com ela, a cada dia, em cada renúncia pequena ou grande, até que Cristo tome forma plena em nós (cf.  Gl 4,19). Ela é a Mãe do Belo Amor — e sua escola é aberta a todos os que desejam amar de verdade. 

Paula Ferraz
(Missionária da CN- 2º Elo; Fátima – Portugal)


Fonte: https://formacao.cancaonova.com/nossa-senhora/mortificacao-e-o-amor-materno-de-maria-uma-escola-de-entrega-total/